terça-feira, 29 de abril de 2008

O acusador de Hildebrando Pascoal

Hildebrando Pascoal deverá sentar no banco dos réus do Tribunal do Júri, no dia 23 de junho próximo, para ser julgado como autor do crime que vitimou Baiano, um dos assassinos de seu irmão.

Todos os processos contra Hildebrando Pascoal foram articulados principalmente por duas pessoas: Gercino Silva e Luiz Francisco. O primeiro, então presidente do Tribunal de Justiça do Acre, o segundo, o então temível acusador da República.

Luiz Francisco, hoje, encontra-se desmoralizado, penalizado, recuado, amedrontado. Essa é a imagem que o júri terá do acusador.

Em pouco tempo, cambiou de posição, passou a ser condenado. E não me diga que foi fruto do seu intenso trabalho contra o crime organizado. Não foi.

Luiz Francisco foi punido pelo Conselho Nacional do Ministério Público por trabalhar imoralmente. Por abusar de suas preerrogativas funcionais, por usar a imprensa para conseguir seus objetivos ocultos, por perseguição injusta e implacável contra as suas vítimas, motivado por convicções político-partidárias.

Hoje, o procurador é voz fraca, desprezível até, ninguém acredita mais nele. A sociedade não o aplaude mais. A imprensa não o prestigia mais. O poder não tem mais interesse por ele. Seus amigos o abandonaram. Vive no ostracismo. Antes, um leão raivoso a fazer a vontade de seu partido, o PT. Atuamente, um felino desdentado e sem forças.

A roda da história não pára de girar. De tomar nota, de requerer contas, de impor sanções.

O herói de ontem pode ser o vilão do amanhã. E o vilão do passado, talvez, não seja tão vilão assim.

Um comentário:

Sônia disse...

Confesso que é difíssil nào se deixar contaminar pelas manchetes dos jornais e das revistas, onde buscamos informaçoes, já que nào temos acesso a inquéritos policiais. Por isso é tào fácil acusar, julgar e condenar alguém.
Mas aredito que deva ser algo sobre humano suportar uma situaçao desta.
A culpa ou a inocencia de alguem só deveria ser proferida após um julgamento justo, onde todos devem ter direito a livre defesa.