quinta-feira, 9 de outubro de 2008
No Reino de São Tomé
A fonte da advocacia
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O pagamento dos meus honorários
Findei não cobrando nada.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Os olhos da acusação
Empolgado com a missão - pois estava iniciando sua vida no mundo jurídico-o estagiário levou os autos para casa, feliz da vida.
No outro dia, muito impactado com o que tinha lido, resolveu desabafar: "Doutor, não encontrei nada favorável a esse rapaz, nenhuma tese".
sábado, 4 de outubro de 2008
Esse São Francisco é forte
Meu pai é um grande admirador de São Francisco.Meu pai nunca vai a Igreja. É difícil ouvi-lo falar de religião, de Deus, de Jesus. É muito calado quando o assunto é religião. Sua fé não é escandalosa.
"Esse santo é bom mesmo, pro Hudson acompanhar uma procissão...".
"Será o que São Francisco fez para ele?"
"Ei Hudson", alguns gritam.
"Olha ali o Hudson, rapaz", alguns comentam.
"Aquilo é o Hudson, é?", outros interrogam, não acreditando no que vêem.
Meu pai me ligou, neste dia, e logo perguntei: "Vai a procissão".
A resposta foi curta e sem comentários: "Vou". Ele não entra em detalhes.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
A dupla face dos homens
Não só os maias, mas os poetas, os escritores, os estudiosos, os místicos, falaram da dupla face dos homens.
Outros até chegam a afirmar que temos várias caras, vários "eus", que se manifestam dependendo das circunstâncias.
Pela sensibilidade percebemos esses rostos diferentes numa pessoa.
Acusamos:"Ele tem duas caras".
Mas esquecemos que todos nós temos duas caras.
De certa maneira a cara exterior revela a cara interior, por maior que seja o esforço de não revelarmos quem nós somos.
No interior estão os esconderijos das intenções ocultas, dos interesses não revelados, dos pensamentos, das emoções e dos desejos não saudáveis.
Esse deve ser um dos objetivos de todos os homens de bem. Alcançar a total transparência, ir limpando seu caminho, acertando suas contas, destruindo seus esconderijos.
domingo, 28 de setembro de 2008
Quero distância dos fofoqueiros e dos que acreditam facilmente nos fofoqueiros
"Fulano me falou que o beltrano falou isso de mim".O de mim não examina os fatos. Não procura verificar se realmente o beltrano falou mal dele para o fulano. Nem ao menos pergunta ao beltrano se isso realmente aconteceu.
Pessoas que acreditam facilmente nos fulanos não têm integridade, são iguais aos fofoqueiros, tão moralmente frágeis quanto, porque avalizam as fofocas, dão vida a elas, alimentam a mentira, enlameiam a transparência.
Quero distância dos fofoqueiros e quero distância também daqueles que acreditam facilmente nos fofoqueiros. São da mesma subespécie.
Sobre o certo e o errado.
Gosto de uma imagem de Osho a respeito do errado e do certo.O errado é como descer uma montanha. É fácil, até a força da gravidade ajuda. Você vai descendo, descendo, para o fundo.
O certo é como subir uma montanha. Exige esforço, suor. Quanto mais você sobe mais se aproxima da luz, da consciência, do êxtase.
Você é livre para escolher se vai descer abaixo dos animais ou ascender acima dos anjos.
Uma ponta da escada lhe leva para o inferno; a outra, para o paraíso. É a mesma escada, você escolhe o rumo.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Cada caso é um caso
É um lugar-comum, dito por todos, conhecido de todos. E quem o inventou? Eu não sei.
Se aparecesse alguém dizendo-se autor da frase cada caso é um caso eu não acreditaria.
Ela é uma construção do inconsciente coletivo, elaborador de máximas verdadeiras. Elas se materializam ao longo do tempo, imperceptivelmente, e quando "de-fé-que-não", todos estão a pronunciá-las.
Usamos muito essa expressão nos julgamentos criminais; para barrar as generalizações, os preconceitos, os erros, as injustiças. Cada caso é um caso.
Um acadêmico de direito me perguntou porque não cito jurisprudência quando faço minhas defesas orais no tribunal do júri.
"Porque cada caso é um caso. Além disso, cito sim, jurisprudência, mas raramente as dos tribunais, são enrolativas, pesadas, formais, sem encantos, distantes.
Vou construindo a minha jurisprudência para aquele caso, que pode está numa parábola, numa história qualquer, ou no mais das vezes, na prova dos próprios fatos".
É difícil entender que cada caso é um caso. Porque dá trabalho, exige estudo, análise, tempo, honestidade.
Sempre é mais fácil colocar tudo no mesmo balaio, no mesmo barco, no mesmo saco.
Cada caso é um caso é uma lei da própria natureza, que não fez nenhum indivíduo igual ao outro.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Amor a advocacia
A escutatória
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
O silêncio da mente
Gosto muito de ler os livros de Osho, líder e orador de grande envergadura espiritual.terça-feira, 16 de setembro de 2008
O filtro
Limpar a água, tirar suas impurezas.
Nunca aceitei quando minha professora me dizia que a água própria para o consumo era aquela que não tinha cor, não tinha cheiro e não tinha gosto.
O filtro não é apenas um objeto, mas uma idéia que foi transformada num objeto.
O filtro interior é o grande instrumento que temos a disposição de nossa evolução intelectual, moral e espiritual. Só devemos deixar passar por ele aquilo que tiver o sabor, o cheiro, e a cor da água.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Honrando o nome
Os mais antigos perguntavam: "Qual a sua graça".
Ou seja, qual é, na verdade, a energia de seu nome?
Quem leva o nome de Jesus, de João, de Maria, de Salomão etc., deve fazer valer o nome que tem, sob pena de viver na infelicidade, meio embaralhado na vida, como tantos são os exemplos".
Muito cuidado com o nome que dará ao seu filho. Por intuição, todos nós sabemos da grande importância dos nomes. A Bíblia Sagrada é cheia dos mistérios em relação a eles.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
A egrégora do júri
Isso explica a situação de mal-estar ou bem-estar que sentimos quando nos aproximamos de determinado campo magnético.
A união e ou desunião de grupos ou pessoas depende do grau de atração das egrégoras.
O Tribunal do Júri tem sua egrégora própria. Uns se identificam e outros não se identificam com aura do Tribunal Popular.
Entender o júri, sua natureza, seu dinanismo, seus segredos, como julga, como ver, como sente, como escuta, como intui, como analisa é privilégio dos que se sintonizam com a egrégora que o envolve.
Isso explica as opções vocacionais que fazemos. A vocação é a harmonia da minha egrégora com a egrégora da profissão escolhida. Quem tem vocação para alguma coisa, ou seja, quem se sente chamado, atraído por algo, tem o dom para realizado.
O mal juiz, o mal promotor e o mal advogado de júri assim são porque estão em desacordo de egrégoras.
Amor a justiça, domínio da oratória, perspicácia diplomática, sensibilidade psicológica, presença de espírito, cultura geral, abnegação, são alguns dos elementos da egrégora do júri, de qualquer lugar do país, de qualquer lugar do mundo.
Quem quiser vencer na profissão de advogado criminalista de júri precisa saber primeiramente se existe a sintonia das egrégoras.
Se sentir vocação, caia dentro, com firmeza e muito trabalho. A fonte energética que envolve o Tribunal do Júri lhe abastecerá, escrevendo seu nome na honrosa tradição dos grandes criminalistas da história, momento em que você também se tornará uma fonte de abastecimento da egrégora que lhe abrigou.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
A falta de respeito com os direitos dos outros
Fiquei em silêncio.
"A falta de respeito com os direitos dos outros, seja qual seja esse direito. É por causa dessa violência que nasce o roubo, o homicídio, as agressões físicas e morais, o estupro e tudo quanto é crime".
Se nos respeitássemos mutuamente não haveria nem mesmo a necessidade do ordenamento jurídico, já que agiríamos de acordo com as justas leis divinas gravadas em nossa consciência, nos unindo na grande fraternidade universal, onde não haveria espaço para o desrespeito aos direitos de cada um.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
O equilíbrio do criminalista
Entendo-o também com outros nomes: autodomínio, autocontrole, domínio-próprio.
Sua origem etimológica é esclarecedora, faz parte mesmo do conceito de justiça. Equi significa igual; libra significa peso. Pesos iguais. É a balança. É a estabilidade. A medida certa.
Vive sob fortes pressões. Da mídia, da sociedade, da causa, dos clientes, das autoridades. Sem o equilíbrio ele sucumbe no mar revolto das paixões e dos interesses. Tem que colocar seu peso para equilibrar os lados.
Sangue, violência, vida, liberdade, prisão, dor, angústia, ódio, raiva, injustiça, loucura, medo, amor, todos esses elementos são reais nas amorfas páginas de um processo.
Analisando os maiores advogados criminalistas da história em nenhum deles faltou a virtude do equilíbrio, que é o tempero da sanidade, a purificar as outras virtudes do criminalista.
"O advogado deve ter a coragem do leão e a mansidão do cordeiro; a altivez do princípe e humildade do escravo; a rapidez do relâmpago e a persistência do pingo d´água; a solidez do carvalho e a flexiblidade do bambu".
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
A pressa do jovem advogado
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A agonia dos malfeitores do direito
Essas reformas são elementares, e seriam desnecessárias até, se a Constituição fosse obedecida.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
As trevas do fanatismo
O fanático é um homem gosmento, estreito, chato, insuportável, irritante, por isso, burro.
Só a ideologia dele ou só religião dele é a verdadeira, só ele sabe.
Quando alguém o questiona sobre algum ponto absurdo, ele sempre vem com a história de que a pessoa não está preparada ainda para entender o que ele prega. A risada sem graça, o sarcasmo trevoso, a pedância doentia, o amargo de sua fala, o olhar policialesco, tudo isso faz do fánatico a abominação dos homens.
Talvez o pior fanatismo seja o religioso. Voltaire travou contra essa sanguinária loucura as mais memoráveis batalhas do espírito humano.
O fanático só convence as pessoas do seu círculo, porque os ilude, apagando a luz da consciência.
Se a verdade que ele diz possuir fosse realmente verdade ele a colocaria aos olhares de todos, para ser analisada, avaliada, contraditada, questionada, não se esconderia na escuridão da noite, fugindo da luz das estrelas.
Gosto de um frase de Santo Ambrósio e procuro me guiar por ela como remédio a evitar qualquer sinal de fanatismo.
"Toda verdade, seja lá por quem tenha sido dita, provém de Deus".
Não existe só um caminho (religião) para se chegar à Força Superior. Ninguém no mundo pode me convencer do contrário, só se minha mente estiver conspurcada pela fanatismo.
Claro que existem caminhos melhores, mais suaves, mais sinceros e cabe a cada um descobrir seu caminho e a melhor forma de caminhar, sempre com humildade, pressuposto da sabedoria.