quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O alimento da alma

Como as coisas estão interligadas, por mais simples que sejam!

Ontem, li uma frase de John Maxwell, autor de vários livros sobre liderança, que me chamou a atenção, tendo dito para mim mesmo: "vou escrever amanhã a respeito disso".

Ao lado da seguinte frase anotei, "blog":

"Poucas coisas são piores que alguém que não sabe o que está falando, que inventa enquanto fala e que finge que tem conhecimento sobre algo quando na verdade, não tem a menor noção".

Essa frase me chamou a atenção devido ao fato de convivermos com muitas dessas opiniões quando se trata de processos criminais. E você que está lendo sabe que em outras situações também, tem gente que se intromete nas coisas sem conhecer nada.

Pois bem, no final da tarde fui a livraria Nobel em busca do livro 501 Grandes Escritores, e quando abro o livro, estou diante de Platão, que pergunta a Sócrates:

-Sócrates, qual o alimento para alma?

O sábio responde:

- O conhecimento.

E logo liguei uma coisa com a outra. Do jeito que a barriga fica vazia de comida, a mente fica vazia de conhecimento, e para compensar esse nada interior, a pessoa fala sem parar, sem examinar, sem sabe o que diz, dando opinião naquilo que não conhece, falando sem base alguma, jogando palavras ao vento desesperadamente como uma forma de esconder sua própria ignorância, que só ele não vê.

4 comentários:

Palazzo disse...

Muito oportuna sua abordagem Dr. Sanderson.
Passei por uma, que irei contar-lhe pessoalmente.
Abraço

João Arthur Silveira disse...

Eu já disse isso no blog e não custa nada repetir: "o golpe do chicote rasga a carne, mas o golpe da língua despedaça os ossos".

A palavra tem um poder que poucos compreendem. Falar com falsa propriedade sobre coisas que não conhecemos ou dominamos, somente por não conseguir manter a boca fechada, é um crime onde o orador é o criminoso e é também a vítima.

Aniquila os ouvidos e a paciência alheia, passa por tolo, e acaba denegrindo a própria imagem. Além, óbvio, de sofrer as agruras da própria ignorância.

Palavras ao vento são como um estouro de boiada. Depois que o primeiro "boi" passa, os outros seguem incontroláveis.

Além do conhecimento, a prudência deve sempre andar de mãos dadas ao orador.

Abraço!

WILTON C. ALVES disse...

Prezado Sanderson, a importância do silêncio é fundamental. O ter condições de aquietar-se, controlar as agitações, bem como o distanciar-se para poder contemplar e pôr em questão o universo do vazio é de suma relevância para compreendermos o sentido daquilo que se dá diante dos nossos olhos.

Sanderson Silva de Moura disse...

Dr. Sanderson,

O conhecimento é sedutor.O conhecimento é divino. É envolvente saber que, a cada dia, uma nova lição pode ser aprendida.
Todos os dias aprendemos e ensinamos. Estamos todos matriculados na escola da vida.
Albert Aesten costumava afirmar que: "O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma". Concordo com ele. Acredito também que, ignorante é o homem que quer argumentar sobre o que não tem domínio.
O conhecimento é realmente o alimento da alma. Infelizmente o nosso país está desnutrido com a falta desse alimento.
Aqui mesmo em meu município (Jordão), encontro pessoas hermeticamente fechadas em suas certezas, incapacitadas de escutar os que pensam ou creem diferente. Gastam sua vida ostentando as bandeiras de suas crenças, defendendo a qualquer custo a superioridade de seus ritos, ainda que para isso venham a se tornar promotores da intolerância.
Por fim, Dr. Sanderson, o Brasil pode ser defenido na frase de Ruy Barbosa: "Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que burrice é uma ciência."

Com respeito,
Hugo Brito (Jordão - AC)