terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A leitura no computador não substitui à leitura do livro

Ler um livro é muito diferente do que ler na tela de um computador. A leitura do computador não tem feito leitores, amantes da leitura, pensadores. Alguns podem até não gostar disso que escrevo, dizendo: "Substitui sim, tem a sua importância!" Tem sua importância, sua utilidade, mas não substitui os efeitos benfeitores da leitura natural.

Não estou querendo convencer ninguém. Isso é apenas uma reflexão espontânea que faço para mim mesmo e que pode ser útil também para alguém que tenha interesse no assunto.

Falta à leitura no computador todo relacionamento afetivo que o homem mantém com o livro desde o seu surgimento. Daí porque os livros digitais, os e-books, não colaram. Quem gosta de comprar livros, quem gosta da leitura, não substitui o livro por outro no formato digital.

Já se ouve falar da morte do livro há décadas devido ao advento da internet; livros e mais livros foram escritos, textos e mais textos foram escritos. Mas o livro continua impertubável na sua jornada pela civilização humana, ganhando cada dia mais adeptos, ampliando sua força no mundo.

Tenho diminuído meu tempo na frente do computador, disciplinado mais este contato, para não me tornar um refém, um servo obtuso, um leitor sem vida e mecânico e desapaixonado, dos textos que leio.

Minha memória, meu espírito, precisam do livro, da leitura do livro. Gosto de manuseá-lo, de senti-lo, de grifá-lo, de levar para onde eu quiser, de manter um contato de verdadeiro amigo com o livro.

O livro tem sido para mim um guia, um mestre, um conselheiro, um conforto, uma luz, um irmão. Em torno do livro existe toda uma energia, uma vibração de milênios, uma egrégora poderosa de conhecimento, de sabedoria, de arte, de ciência .

Não são muitos os amantes da leitura, mas eles são suficientes para dizer que o livro não morrerá, que nada substituirá a sua leitura, a sua presença, a sua magia. Querer substituir o livro pela leitura em uma tela de computador é a mesma coisa que querer namorar, fazer amor, viver o contato a dois pela internet, é dificil de sustentar essa ilusão por muito tempo.

6 comentários:

Marcos Paulo disse...

Nada pode substituir o livro, o contato que temos com ele, a viagem que podemos fazer imaginando as entrelinhas de suas frases, marcações e anotações que podemos fazer. O livro impresso é como um novo companheiro que encontrei na minha vida diária. Acredito que a internet e alguns veículos são importantes, pois nos trazem notícias atualizadas simultaneamente, mas um bom livro não é, e creio que nunca será substituído por uma leitura virtual, até porque é uma tendência usar o computador para fazer várias coisas ao mesmo tempo, com o livro impresso você para tudo e mergulha naquele sentimento. Muitos amigos me indicam a compra dos E-Books pelo fator custo benefício e pela rapidez na pesquisa de determinado assunto, mas prefiro fazer minhas economias e comprar o impresso, ter o prazer de pesquisar com calma e, naturalmente, entrar em contato com novos ensinamentos que não sejam de meu interesse imediato, mas que servirão para o futuro.

Sanderson Silva de Moura disse...

Boas reflexões Marco Paulo, concordo com você.

Também os e-books não conquistaram a minha atenção, gosto de ter é o livro.

Sanderson

Palazzo disse...

Olá meu amigo,
Concordo em gênero, número e grau.
abraço

Sanderson Silva de Moura disse...

Olá amigo Palazzo,

Faz tempo que não aparecia por aqui.

Seja bem-vindo.

Sanderson

Anônimo disse...

Concordo plenamente. Como também o professor jamais será substituído.
Fátima

Anilton Junior disse...

Olá amigo, concordo, porém devo salientar que vc não apresentou um argumento, no qual não pudesse ser apresentado por um computador, tablet ou e-book. “O livro com certeza não será substituído”. Como já falei, concordo!Contudo, atualmente essa frase não é muito utilizada pelas novas gerações, visto que as mesmas estão em constante contato com as tecnologias e consequentemente estão sendo preparadas e educadas diferentemente de como vc ou eu fomos, ou seja, vivenciamos uma nova abordagem educacional.
Efim , acho que seja necessário refletimos um pouco mais sobre nós mesmos. Será que não somos nós que estamos com receio, ou talvez com medo de uma nova adaptação? Será que essa nova geração que está em contato constante com a tecnologia tem esse mesmo tipo de conceito?Visto que estão 24h com Notbook, tablets, E-book e celulares com praticamente todos os tipos de recursos?

:)