quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Rodeando-se de gente capaz

O Advogado, esse é o título do livro que conta a vida de Pinheiro Neto, um ícone da advocacia empresarial brasileira, fundador de um dos maiores escritórios jurídicos do Brasil e da América latina.

Pinheiro Neto morreu no ano de 2005, aos 88 anos, dignificando a profissão de advogado e deixando um rico exemplo de profissional a ser seguido.

Diz-se que uma das maiores qualidade de Pinheiro Neto foi saber se rodear de gente capaz. Isso é algo essencial em um líder, ter a sensibilidade de indentificar talentos e trazê-los para próximo de si.

Identificar talentos e prestigiá-los, incentivá-los, dar condicões para seu desenvolvimento. O que acontece muitas vezes é que quando um talento desponta muitos começam a jogar pedras, a invejá-lo, a destruí-lo.

Platão defendia o governo dos sábios, dos filósofos, e o que Pinheiro Neto fazia, ia nesse rumo, escolhia pessoas capazes de administrar, de advogar, de liderar, de se expressar, pessoas capazes de deixar uma marca viva na história da advocacia.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A virtude completa

Roscoe Pound foi um mestre da jurisprudência norte-americana, tendo sido diretor da Faculdade de Direito de Harvard.

Em 1950, Roscoe Pound, fez várias preleções em torno do tema Justiça, Lei, Direito, Moral e outros assuntos que foram reunidas em um pequeno livro intitulado Justiça Conforme a Lei.

Lendo esta obra encontrei várias frases sobre justiça.

"A justiça é uma matéria de disputa". Roscoe Pound.

"Justiça é a relação ideal entre os os homens". Roscoe Pound.

"A justiça é virtude individual." Platão

"A justiça é a virtude suprema". Platão.

"Justiça é o propósito constante e contínuo de dar a cada um o que é seu". Justiniano.

"Justiça é a virtude completa". Aristóteles.

Todos esses conceitos são muito bonitos. Mas dentre as frases, a que mas me fez meditar foi a que diz que a justiça é a virtude completa. Por quê?

Porque uma pessoa justa é possuidora de todas as outras virtudes: coragem, imparcialidade, equilíbrio, firmeza, amor, honestidade, integridade, prudência, sabedoria, inteligência, serenidade etc.

Por isso é que amo a advocacia, por causa dessas grandes ideias, que são capazes de nos tocar no íntimo e nos impulsionar na busca pela justiça, a virtude completa.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Consolações humanas

Vinha ouvindo músicas a caminho do trabalho quando de repente uma frase fixou meu pensamento, e que dizia assim, na voz do seresteiro:

"Deveria o homem em Deus firmar-se a tal ponto que não precisasse mendigar tantas consolações humanas".

Quando temos Deus dentro de nós, Nele buscamos refúgio, descanso, consolo, conformação, depositamos nossas angústias, esperanças, medos, fragilidades.

Distante Dele, aos homens recorremos, implorando piedade, compreensão, atenção, um pouco de carinho. Não é que não precisamos de tudo isso, do amor, da amizade dos outros, mas tendo Deus, não precisamos chegar a ponto de viver como mendigos emocionais.

A escravidão humana se manifesta de muitos modos. E a canção que eu ouvi a caminho do trabalho me fez ver um caminho de libertação.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A sede de ser advogado

Quando se tem sede de conhecimento é difícil viver no momento, no aqui e no agora, mas é no presente, neste instante, que a sede é saciada. Mas encontrar essa sagrada fonte pode ser uma tarefa para muitas vidas, e para poucos, os corajosos.

Tenho uma profunda reverência quando vejo um homem angustiado em busca de conhecimento.

Tem época que estou no ápice desta busca. É dolorido, febril, mas é divinal.

Por esses tempos tenho me dedicado com toda força no estudo da advocacia, e é impressionante como essa sincronicidade faz com que apareçam livros, pessoas, situações, que lhe desafiam a crescer. E é aí que você decide continuar ou não, porque para ir saciando sua sede o caminho é pelo deserto.

Dentro desta sede de conhecimento está a vocação. Sinto-me feliz quando vejo um jovem, com todo ímpeto de sua alma, sonhando em ser advogado; e me sinto mais feliz ainda quando posso auxiliá-lo, porque sei que a advocacia, quando bem vivida, pode proporcionar ao espírito do homem um voo até as estrelas. Só sei, mas não cheguei lá ainda.

Estou lendo um livro que bem retrata tudo o que estou dizendo, Theodore Boone: aprendiz de advogado, de autoria de John Grisham, um dos maiores escritores de romances de tribunal da atualidade. O livro narra a idealista busca de um jovem de 13 anos para ser advogado, que já nessa idade conhecia mais as leis, os tribunais, as estratégias de defesa do que muitos causídicos antigos.

Reproduzo alguns trechos da obra:

"Theo adorava o ar imponente dos tribunais, amava as audiências, onde os advogados combatiam como gladiadores, e os juízes governavam como reis.

Theo ainda estava indeciso quanto ao seu futuro. Um dia sonhava em ser advogado de tribunal, alguém que cuidava dos casos mais importantes e nunca perdia uma causa diante do júri. No dia seguinte, sonhava em ser um grande juiz, renomado por seu saber e senso de justiça. Ele ora escolhia um, ora outro, mudando de ideia a cada dia.

A maioria dos colegas de Theo sonhava em conseguir entradas para um grande jogo ou show. Theodore Boone vivia para os grandes julgamentos".

Estão aí as minhas reflexões, as minhas angustias, as minhas buscas, as minhas dicas. Sem essa sede as portas não se abrem para o grandioso mundo da advocacia.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A filosofia da natureza das coisas

Buda deixou aos seus discípulos uma maneira de viver que ficou conhecida como a filosofia da natureza das coisas.

Chove porque chove. Existe a noite porque é assim mesmo. O sol nasce todos os dias e não tem um por quê.

Em vez de perguntas... celebração, compreensão, espontaneidade. Viver levemente.

Buda deixou para o mundo uma famosa frase, que bem expressa sua ciência do bem viver:

"A vida é um mistério a ser vivido e não um problema a ser resolvido".

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A lei mais bonita

Tem uma lei que eu acho a mais bonita das leis brasileiras. Eu gostaria de ter sido um dos construtores dela! É o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, a Lei 8.906/94.

São palavras cristalinas para o exercício puro de nossa profissão, pérolas que devemos cuidar.

Olhe só!

"Não há hierarquia nem subordinação entre advogados, magistrados e membros do Ministério Público, devendo todos tratar-se com consideração e respeito recíprocos".

"O advogado deve proceder de forma que o torne merecedor de respeito e que contribua para o prestígio da classe e da advocacia".

"O advogado, no exercício de sua profissão deve manter independência em qualquer circunstância".

"Nenhum receio de desagradar a magistrado ou a qualquer autoridade, nem de incorrer em impopularidade, deve deter o advogado no exercício da profissão".

"O advogado é indispensável a administração a justiça, é defensor do estado democrático de direito, da cidadania, da moralidade pública, da Justiça e da paz social, subordinando a atividade do seu Ministério Privado à elevada função pública que exerce".

Honrar, cultivar, fazer aplicar essa lei, a lei mais bonita, é a missão sagrada dos que amam a advocacia, dos que almejam os voos altos de nosso ofício, dos que anseiam viver a profissão com mais consciência, com mais beleza.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O advogado, a raiva e a luz

Por esses dias li uma frase que dizia que "quando você está com raiva perde a luz interior".

É por isso que ficamos mergulhados nas trevas. Neste estado de escuridão se diz o que não deveria ter dito, se pensa o que não deveria ter pensado, se sente o que não deveria ter sentido e se faz o que não deveria ter feito.

Quando a raiva passa, e a luz de dentro começa a mostrar seus sinais, aí passamos a sofrer as consequências, o arrependimento, a dor, a punição, a culpa.

A raiva é algo que sentimos quase que diariamente, e por isso é que devemos saber lidar com ela.

Tenho feito um teste comigo mesmo, e tem me auxiliado muito. Quando sinto raiva, começo a dialogar internamente, e isso me dá consciência do que estou passando.

"Sei que esse estado é um estado de escuridão. Existe um estado de espírito superior a este. Essa raiva é passageira, e tudo que eu fizer nessa situação não espelhará a verdade, será uma mentira, será feio, será danoso para mim e para o mundo".

Isso diminui sensivelmente a raiva, e muitas vez até a faz passar.

Nós, advogados, sabemos o quanto de raiva sentimos por dia, na nossa luta pelo direito. São oportunidades que temos de crescer em domínio próprio. Cada raiva que conseguimos dominar é uma centelha de luz que jorramos dentro de nós.

E com luz, e com calma, nossa voz se torna mais bela, potente; nossos pensamentos mais leves, intuitivos; nossa presença mais doce e carismática e pacífica; nossa profissão mais equilibrada, mais exitosa, mais agradável, mais graduada.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Vitória da advocacia!

Um ato bonito, forte, impactante, da advocacia acreana, com mais de quarenta advogados, unidos em favor de uma causa moral e jurídica, a derrubada da pensão de ex-governadores do Acre.

Na nota lida durante a manifestação, o registro do protesto, e os aplausos calorosos dos presentes:

"Nós, advogados subscritores, manifestamos nosso apoio e reconhecimento a iniciativa do Conselho Federal da OAB de propor ao Judiciário a extinção de um espúrio benefício que afronta o sentimento de justiça da sociedade acreana".

Estou lendo o livro Os Advogados e a Ditadura Militar, organizado por jovens historiadores, que resgataram a luta heroica da advocacia brasileira em prol da democracia e da ordem jurídica.

Em homenagem ao nosso vitorioso movimento cito uma frase do livro, de autoria do grande advogado Heleno Cláudio Fragoso:

"É importante insistir na responsabilidade dos advogados, como homens da lei e do direito, cujo compromisso é a permanente realização da Justiça. Os advogados têm de estar na linha de frente da defesa dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. É esta autêntica responsabilidade histórica que nos cumpre assumir."

E assim fizemos, em nome de uma advocacia forte, consciente e independente!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Parabéns OAB Nacional!

Após anos de silêncio da presidência da seccional da OAB do Acre, foi ajuizada no STF, no dia 7 de fevereiro, pelo Presidente do Conselho Federal da Ordem, Dr. Ophir Cavalcante, ação de inconstitucionalidade contra a vergonhosa pensão para ex-governadores.

Na referida ação... a ausência da assinatura do advogado Florindo Poersch... presidente da OAB do Acre...! Por quê?

Dia 8, às 11h, na sala da OAB, no Fórum Barão do Rio Branco, advogados acreanos assinarão, sem se esconder, sem tergiversar, nota de apoio e reconhecimento a digna atitude do Presidente da OAB Nacional, mostrando que no Acre, os advogados preferem seguir o caminho da ordem e da independência, e não o caminho do amordaçamento institucional.

Pela Ordem!

Amanhã, dia 8 de fevereiro, às 11 horas, um grupo de advogados se reunirá na sala da OAB/AC, no Fórum Barão do Rio Branco, com o objetivo de protocolizar junto ao Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, dr. Ophir Cavalcanti e junto ao Procurador Geral de Justiça, dr. Roberto Gurgel representação contra a vergonhosa aposentaria de ex-governadores do Acre.

Há muito tempo tal atitude já deveria ter sido tomada pelo Presidente da OAB/AC, e diante desta omissão resolvemos agir, pela ordem!

Pela nossa Ordem!

Pela ordem jurídica!

Pela ordem moral!

Por uma advocacia forte e consciente!

Essas pensões são ainda resquícios de coronelismo de barranco, que mostra um Acre que precisa avançar muito institucionalmente, amadurecer suas instituições, consolidá-las, para que não sejam manejadas pelo capricho de políticos centrados apenas em interesses pessoais.

A causa é boa, justa, ética, e todos estão convidados para participar deste ato!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Memória do Tribunal Regional Eleitoral do Acre

Estive ontem na cerimônia de lançamento do Museu, das revistas e do vídeo atinentes a história do Tribunal Regional Eleitoral do Acre.

Evento bem prestigiado pela comunidade jurídica, política, jornalística e cultural.

Todo trabalho realizado de resgate desta história - que se confunde com a própria história do Acre - foi feito com zelo, dedicação, esforço e muita competência.

Iniciativas como estas são de relevante interesse público e merecem toda a nossa atenção, servindo de exemplo para outras intituições.

Como advogado e historiador, senti-me muito feliz em ver a História em compasso com o Direito.

No final do evento, o desembargador Arquelau de Castro Melo, responsável pelo trabalho realizado, deixou registrada uma frase de Sêneca, filósofo e juiz romano, que já tive a oportunidade de falar algumas vez aqui neste blog e de citá-lo em júris, porque sou um admirador deste homem da antiguidade clássica:

"A nossa vida é breve, mas a história é eterna".

Assim se foi a dona Clícia, na brevidade do anos que passam, antiga servidora da Justiça Eleitoral, homenageada na ocasião por meio de sua filha e nossa amiga Jackie Pinheiro, que muito emocionada escutou ecoando do fundo de seus sentimentos a frase a vida é breve mas a saudade é eterna.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Você é mais transparente do que pode imaginar"

Li a frase acima no livro A Arte da Persuasão: potencialize sua comunicação com o domínio da linguagem corporal, de Tonya Reiman.

Nossos gestos, nossa voz, nosso andar, nosso vestir, nosso olhar, nosso semblante, nossos movimentos inconscientes nos deixam transparentes, nus, revelam quem somos, mesmo que tentemos esconder.

Dizer mais é dizer desnecessariamente.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pequeno ensaio sobre a discrição

Admiro alguns tipos de pessoas, mas tenho um carinho especial pelas pessoas discretas. Na verdade as pessoas discretas me atraem.

O homem discreto revela um elevado grau de maturidade do espírito.

Ser discreto é ser reservado, principalmente com o que diz respeito ao outro, o lugar do outro, o espaço do outro, os assuntos do outro, a vida do outro.

Essas considerações não são destinadas a ninguém em particular, apenas quero fazer apologia de uma qualidade que eu acho maravilhosa numa pessoa: a discrição. Hoje amanheci com essa vontade, de colocar a discrição no topo do podium.

Vejo na pessoa discreta uma pessoa inteligente, acima de tudo socialmente inteligente, capaz de despertar em seus pares uma profunda consideração.

O homem indiscreto é um homem espaçoso demais, que viola a intimidade, a privacidade, que choca pela sua pouca consciência de seu devido lugar.

Constrangimento... talvez seja esse o maior mal que um homem indiscreto pode causar em uma pessoa. E do constrangimento surge a raiva, a impaciência, o incômodo, o desassossego.

O homem indiscreto revela sua pouca afeição pelo mundo do autoconhecimento, porque olvidando-se a cuidar de si se intromete na vida alheia, mesmo que seja apenas com um olhar curioso, um ouvido curioso, uma presença curiosa.

Nessa nossa jornada existencial como é importante que tenhamos como parceiros de viagem pessoas que cultivam o sagrado valor da discrição!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O jugo de Jesus

Recebi email de Osmir Nascimento, acadêmico de direito que é assíduo leitor deste blog, com vídeo de reflexões cristãs feitas pelo Pastor Ed René Lavitz.

Nesse vídeo o pastor fala do jugo.

Na época de Jesus existiam os doutores da lei, com suas doutrinas, interpretações, julgamentos, dogmas. Tudo isso constituía o jugo dos doutores da lei.

Por isso se dizia que determinados discípulos estavam sob o jugo do doutor da lei fulano de tal.

O jugo destes doutores da lei era rígido, pesado, colocavam nas costas dos outros fardos difíceis de serem carregados.

E Jesus vendo aquele sofrimento das pessoas dizia:

"Vinde a mim todos os que estão aflitos e sobrecarregados, porque meu jugo é suave e meu fardo é leve".

Na sala de meu escritório há um quadro que reflete esse conceito de justiça.

Um golfinho - símbolo do advogado criminalista - segura no bico uma balança, que num dos pratos tem uma rosa e no outro um vade mecum; a rosa faz a balança pender para o seu lado, fazendo ecoar na alma de quem vê o consolo da justiça verdadeira.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Somos filhos das nossas escolhas

Viver é escolher a cada momento.

Já tinha ouvido antes a frase que diz que somos aquilo que escolhemos. Parece-me que é de autoria de Buda, ou de Waldo Emerson. Mas não importa muito, porque frases como essas não têm autoria. Elas circulam pelo mundo do pensamento em busca de serem ditas, porque são reflexos de verdades universais.

E hoje acordei com essa frase na cabeça, e não sei ainda muito o porquê. Talvez apenas para escrever esse texto. Se prestarmos bem atenção, se meditarmos bem sobre o assunto chegaremos a conclusão que somos aquilo que escolhemos.

Escolhemos pensar em determinado assunto, e muitas vezes nem damos conta disso. A escolha foi inconsciente, sutil, pela atração.

Escolhemos falar isso ou aquilo. Em fazermos ou não fazermos. Em sentirmos ou não sentirmos. Escolhemos o tempo todo, conscientes ou não.

E é por isso que nós somos do jeito que somos, a responsabilidade é nossa mesmo, de mais ninguém. Somos filhos das nossas escolhas.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

20 regras para bem viver

O texto abaixo, intitulado É Necessário Mudar, não é de qualquer um, é de Gurdjieff, filósofo grego, que tenho admirado pela profundidade espiritual de sua mensagem.

Já refleti várias vezes sobre essas regras e tenho visto a importância delas para se viver uma vida com mais qualidade, pessoal e profissionalmente.

Diz o texto:

1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

8 ) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11) Família não é você e sim está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.

12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trava do movimento e da busca.

13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19) Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

20) Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: você é aquilo faz.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A liberdade espiritual

"A fé consciente é liberdade.

A fé emocional é escravidão.

A fé mecânica é estupidez".

Gurdijieff

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O vírus da litigância e a postura do advogado

O vírus da litigância é o vírus da briga, da desarmonia, da encrenca judicial.

Tudo o vírus da litigância que levar para justiça. "Vou te colocar na justiça", "Vou procurar meus direitos", "O fulano me disse que se eu levar para justiça eu ganho", "Procura um advogado que tu ganha isso", "Vou te processar".

É cada demanda em busca de dinheiro fácil...! É cada demanda em busca de vingança...! É cada demanda por coisinhas, que só vendo para acreditar e entender o que é o vírus da litigância. Se eu fosse narrar os casos que sempre escuto daria para escrever um livro, e quem sabe...!

Não estou aqui dizendo que as pessoas não devam procurar seus direitos, e eleger a justiça como o meio mais correto de resolver as coisas. Não estou dizendo que o problema dos outros não tem importância.

Estou falando do vírus da litigância, que é uma doença das paixões humanas, de querer usar a justiça como instrumento para viabilizar a ganância, a mentira, a torpeza, a vingança, ou outros interesses escusos e ilegais.

O Divino Mestre Jesus já dizia, ao anunciar sua Boa-Nova, que "antes de chegar as portas do Tribunal se reconcilia-te com teu irmão".

O Estatuto da Advocacia é bem claro no combate ao vírus da litigância, e é triste ver demandistas de toda ordem empanturrando o Poder Judiciário com ações juridicamente inviáveis.

Diz o Código de Ética e Disciplina da OAB, no artigo 2º, Parágrafo Único, inciso VI que "é dever do advogado estimular a conciliação entre os litigantes, prevenindo, sempre que possível, a instauração de litígios".

O advogado existe para promover o justo, o verdadeiro, o bom; o advogado não existe para ser uma arma nas mãos dos briguentos, dos nós-cegos, dos inconscientes, dos que querem oprimir os outros com processos e mais processos disseminando o desgosto e a descrença na justiça.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A justiça depende do clima onde ela nasce

Aleatoriamente, ao chegar cedo em meu escritório, abro o livro Advogados e Juízes na Literatura e na Sabedoria Popular, e leio uma frase de Casamayor, escritor francês, que me prende a atenção: "A justiça depende do clima onde ela nasce".

E fiquei examinando...

De uma vara criminal para outra a sorte de um indivíduo pode mudar radicalmente. Numa, pode receber pena pequena ou mesmo ser absolvido, noutra pode receber pena exagerada.

Têm varas criminais que quando você entra já sente o clima pesado, ríspido, animoso, com nuvens carregadas sobrevoando o ambiente, geralmente sendo o reflexo daquele que bate o martelo.

Já em outras varas, o céu encontra-se mais aberto, as brisas sopram suaves, espalhando em todos um clima de maior tranquilidade, sinalizando que ali existe um juiz mais equilibrado.

Fiz essa reflexão. E liguei a frase também ao livro que estou lendo A Prova é a Testemunha, que narra o julgamento do casal Nardoni. Apenas um trecho do clima do julgamento.

"Podval é recebido com vaias, tendo inclusive recebido um chute de um dos manifestantes. É um equívoco imperdoável entender que o advogado concorda com a prática de qualquer crime apenas por estar exercendo seu papel de representar a defesa do acusado, que tem garantia constitucional".

Em outro trecho diz a autora Ilana Casoy:

"É incrível como a população confunde o papel do advogado e o ataca como se ele tivesse cometido o crime em questão. Será mesmo que a sociedade ficaria satisfeita com uma condenação sumária dos réus, que não teriam direito de defesa em um Tribunal do Júri? Gostaríamos de ter pessoas condenadas apenas pela opinião pública, sem nehuma garantia legal, sem que o crime fosse avaliado com isenção de ânimos, pelas provas dos processos? Seria um retrocesso gigantesco nos direitos de liberdade".

A justiça depende do clima - não só do externo - onde ela nasce.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lembrança e gratidão

Em 19 de janeiro de 1990, o Grande Mestre das altas paragens se dissolve na existência, tornando-se uno com ela.

Sua música continua sendo um refrigério para as almas daqueles que compreendem sua mensagem.

Em sua lápide se pode ler:

"Osho nunca nasceu, nunca morreu, apenas visitou este planeta Terra entre 11 de dezembro de 1931 a 19 de janeiro 1990."