Qualquer pessoa de consciência sadia, sã, analisa o caso Hildebrando com menos dogmatismo, com mais amplitude, com mais justiça.
Baiano ajudou Jorge Hugo a matar o Itamar Pascoal, irmão de Hildebrando. O que você faria com o assassino de seu mais querido irmão? Analise, estude, pondere, reflita; você, neste momento, está calmo para fazer isso.
Hildebrando está há 1o anos preso, e condenado a 88 anos de cadeia. Está sufocado, pedindo ajuda, querendo socorro. Precisando falar, expôr suas razões, ser ouvido também. Mataram o irmão dele.
Será que todos os crimes e todos os erros que lhe foram imputados são verdadeiros? Não houve exageros, interesses? Até gente dada por morta, por ação de Hildebrando, depois apareceu viva.
Hildebrando, quando deputado, teve algumas posturas corajosas e cívicas de alto grau. Isso incomodou muitas pessoas, muitas autoridades, que erradamente não mediram limites, nem jurídicos nem éticos, para conduzir com imparcialidade as investigações contra ele, que só foram iniciadas posteriormente quando esses poderosos se se sentiram atingidos pela atuação do político, que exigia probidade no trato com a coisa pública.
É se colocar no lugar do outro, para ver se ele também tem suas razões, antes de falar coisas assim: "é um monstro, não merece defesa, tem que apodrecer na cadeia, vamos dar um tiro na cabeça dele, advogado honesto não pode defendê-lo, vamos atiçar a opinião pública contra ele...." Isso é irracional.
Deixe o homem se defender, como manda a Constituição, ou melhor, como a natureza impõe.
Ele quer o que é dele, ser julgado dentro dos limites legais, da ética, da transparência, ter direito a plena defesa.
Hildebrando não está impune. Repito, são dez anos preso, condenado a 88 anos de cadeia, perdeu quase tudo que tinha. No Brasil não tem pena de morte e nem prisão perpétua, graças a Deus que alcançamos esse estágio de humanidade.
Pascoal já ajudou muita gente. Vem de uma família trabalhora. Durante o período de prisão já perdeu dois irmãos. A mãe morreu por negligência médica. Já foi caçambeiro, taxista, vendedor de picolé, diarista, muitas coisas que conseguiu na vida foi com muito esforço. É evangélico não depois de ter entrado na prisão. Sua mãe foi fundadora da Igreja Batista do Bosque, tradicionamente todos da família são de lá.
Se quase a totalidade das pessoas irão acusá-lo, é preciso que alguém fale por ele, não há escândalo nem erro nisso, há nobreza.
São essas as reflexões que as mentes esclarecidas precisam ponderar, por uma questão de honestidade consigo mesmo. Vamos aprender a ver os dois lados. Você que não gosta dele, tem as suas razões, e até ponderáveis, mas não deixe que sentimentos impuros o impeça de ver as razões do outro.