O poder da sugestão na oratória pode ser ilustrado com o que diz Piero Calamandrei no livro Eles, Os Juízes, Vistos por Um Advogado: "O advogado deve saber sugerir de uma forma muito discreta ao juiz os argumentos que lhe dêem razão, de tal modo que este fique convencido de os ter encontrado por conta própria".
No livro Segredos dos Milionários, diz Napoleon Hill algo bem parecido, no campo das vendas: "A sugestão é o princípio por meio do qual colocamos nossas ideias e pensamentos nas cabeças dos outros de tal maneira que eles pensem que foram eles mesmos que os criaram".
A arte de saber sugestionar é um instrumento refinado de persuasão usado no marketing, nas vendas e na oratória. Certa fez, num júri, disse, preparando a mente dos jurados para me ouvir e acatar a minha tese: "Pra ser justo é preciso ser inteligente, saber ouvir com imparcialidade ambos os lados...".
Quem quer ser burro, quem quer ser injusto? Todo mundo quer ser inteligente. Liguei a aprovação da minha tese, de forma sugestiva, discreta e sutil, durante todo o julgamento, a um ato de inteligência.
Às vezes as pessoas só enxergam como riqueza, a riqueza material - que aliás é muito boa e importante.
Mas sempre agradeço a Deus pela imensa riqueza de ter um cérebro sadio, em bom funcionamento: saber onde estou, o que é dia, o que é noite, ver o mundo como ele é, ou pelo menos, não vê-lo deformado, sem o funcionamento de minhas faculdades mentais.
Uma riqueza - pensar, examinar, imaginar, intuir, refletir, meditar, projetar - que às vezes não vemos, e por não vermos fazemos pouco caso e mal uso dela.
Tenho falado deste assunto há algum tempo - da diferença entre um orador e um mero leitor de slides.
Quando as pessoas experimentarem está diferença, vendo um e outro, quererão ouvir oradores de verdade, e até questionarão os meros leitores de slides.
Cada dia entra mais em desprestigio o ato de ler apenas os slides; eles são importantes quando servem de apoio, quando são usados moderadamente e em determinadas necessidades.
O orador, a conexão com o público, a espontaneidade, a naturalidade, aquilo que o orador sabe de verdade, suas experiências, sua solidez comunicativa, seu talento de comunicador não podem ser ofuscados pelas telas do powerpoint.
Recebendo esses jovens estudantes de direito a procura de saber mais como se articula uma defesa no tribunal do júri popular. Fazer uma boa defesa diante do júri tem muito de intuição, de vocação, de provas favoráveis e de uma boa oratória.
E mais, é preciso se preparar, ter conteúdo sólido, ser autêntico e natural, acreditar na sua causa, ser vibrante e ser um hábil diplomata no trato com todos e com tudo o que acontece - foram alguns dos conselhos que dei a eles para se fazer uma defesa com excelência diante dos jurados. O grande tribuno é aristotélico, ele tem a faculdade ver mentalmente o que em cada caso é capaz de gerar persuasão
Hoje fiquei sabendo que serei pai de Alexandre, "o defensor da humanidade".Alexandre, O Grande, foi nos tempos antigos o responsável por difundir pelo mundo a grandiosa sabedoria grega por meio de suas conquistas militares, num movimento que ficou conhecido como helenismo, a base fundante do pensamento racional do Ocidente.
Dizia sempre: "Sou um grego, e um grego não pode ser dominado por um bárbaro".
Se a pessoa quiser encontrar, todo dia ela encontra algo para reclamar, para polemizar, discutir, brigar, intrigar, discordar, se irritar.
Todo dia, se ela quiser, ela encontra algo que o deixa insatisfeito, inconformado.
Mas isso é viver?
Mas esse é o caminho da felicidade, da prosperidade e da maturidade espiritual?
Um livro que tem a marca do pioneirismo, da criatividade.
Dale Carnegie começou a ensinar oratória no ano de 1912 nos EUA.
Existem muitos livros que copiam o que ele elaborou sem dá crédito ao criador. Isso é uma espécie de roubo e de desonestidade intelectual, pra mim tão grave e condenável quanto roubar coisas materiais.
Peia nos filhos resolve? Às vezes, sim, e muito.
Quem quiser uma resposta incondicionalmente negativa de minha parte pergunte a outro, porque em mim resolveu.
Durante uma semana, aos 6 anos de idade, todo santo dia, minha mãe teve que me dá uma pisa para eu ir à escola; eu escondia minha sandália, eu molhava minha blusa, eu inventava dor de dente e de barriga, eu me escondia debaixo de casa e ela mandava me capturar, fiz o que pude pra escapar da escola e ela não deixou.
Se fosse só na conversa eu teria escapado porque tinha simplesmente pavor de tudo aquilo, escola, colegas, livros, caderno, lápis, farda, professor. Só sei que na semana seguinte eu estava amansado!
A Grécia Antiga é sempre uma fonte a inspirar poetas, oradores, pensadores, líderes e sábios.
Tempos virão de uma nova renascença grega.
Como advogado, como orador e como escritor tenho a Grécia gravada em meu coração!
Gosto muito desta imagem ao lado.
Para mim ela significa o homem deixando os brinquedinhos do mundo de lado e se voltando para si mesmo, num trabalho solitário de exame, de reflexão, de meditação, de indagação, de introspecção.
Ou como diziam os alquimistas, de mergulho dentro do centro da terra, purificando-se a si mesmo, e descobrindo nas profundezas de seu eu a pedra filosofal, o elixir da longa vida, a fonte da eterna juventude - o retorno à casa do Pai.
"Convencer é vencer sem espada", dizia o sofista Protágoras.
Espada aqui significa mentira, violência, abuso, logro. Não bata no peito dizendo-se um grande orador se você, incluo-me, convenceu com a espada o adversário, a esposa, o amigo, o correligionário, o ouvinte.
Você, incluo-me, não é um grande orador, porque não conhece ainda o sabor e a nobreza das coisas, o valor da razão, a beleza da verdade.
'Lacônico' é um termo grego que se referia ao modo espartano de falar marcado pela brevidade, por dizer muito em poucas palavras.
Esparta, outrora chamada Lacônia, era uma cidade-estado da Grécia de índole guerreira. Certo dia, Alexandre o Grande mandou um recado aos espartanos dizendo que "se eles não se entregassem a cidade seria destruída e ele ia saquear tudo o que nela tinha de valor". Os espartanos responderam lacônicamente: "Se".
Outro episódio ilustra muito bem a concisão dos espartanos. O rei Lissandro, ao conquistar Atenas, mandou aos seus conterrâneos espartanos uma carta onde nela estava escrita: "Atenas foi conquistada".
Os espartanos o criticaram pela longa frase, pois bastava dizer: "conquistada". Pra mim, que belos exemplos de concisão retórica.
Os espartanos além de grandes guerreiros eram também exímios oradores - se destacaram pela oratória concisa, ágil, objetiva e precisa, cheia de espirituosidade e humor.
Se algo podia ser dito com uma palavra não se usavam duas, três ou quatro.
Eles gostavam de cultivar o silêncio para perceber o valor das palavras. A Grécia parece fazer parte de meu DNA.
São os jovens os que mais se interessam pela arte de falar bem.
Os adultos, em sua grande maioria, já são muito sabidos; os poucos que se interessam pela oratória são aqueles que conservam a beleza e a inteligência da mente jovem.
Eram os jovens que iam atrás dos sofistas, de Sócrates, atrás de pensar e falar com excelência.
Os adultos envenenaram Sócrates.
Perguntaram-me qual era a minha ideologia.
Respondi que nenhuma, porque não está mais na minha agenda pessoal esta pauta - as ideologias morreram, e muitos ainda continuam a adorar defuntos; e nenhum sentido tem pra mim a velha frase "ideologia quero uma pra viver".
Mas se alguém quiser me encaixar em alguma ideologia pode ter certeza que não sou socialista nem comunista, nem de esquerda.
Sou um liberal: acredito na liberdade, na democracia, no estado mínimo, na constituição, nas instituições livres, na livre iniciativa, no indivíduo, na busca do sucesso.
Vivemos numa nova era em que não será mais a ideologia que contará, o que contará será a consciência, será a luz interior de cada líder, sua estatura emocional, mental e espiritual, sua integridade interior.
Napolleon Hill, no livro Só Tem Sucesso Quem Quer fala do poder da visão estendida.
Ou seja, ampliemos nossos horizontes, abramos nossas mentes, abandonemos a visão limitada, as expectativas acanhadas, os velhos planos miúdos.
Pensemos grande!
Vamos expandir nosso potencial, vamos conquistar novos territórios de nossa mente, de nosso coração, de nossa profissão, de nossa vida.
É a mesma prática nefasta da velha política suja que destrói e corrompe o Brasil: o poder pelo poder, o uso indevido da máquina para manter um grupo indefinidamente à frente das instituições.
Esse movimento em defesa da candidatura de Marcus Vinicius à reeleição da OAB, usa a máquina, os serviços, as estruturas, as informações, os recursos financeiros, os dados telefônicos reservados, para promover ilegalmente sua gana de poder violentando o provimento 161/2014 - são os velhos aderbais camuflados que eles tanto criticam.
MV é de Marcus Vinicius, não é de mais você. Não quero que a OAB seja mais Sanderson Moura; quero que a OAB seja mais independente, mais transparente, mais democrática, mais constitucional, mais guardiã das prerrogativas dos advogados, menos subserviente e atrelada a interesses governamentais, para que assim possa cumprir sua missão constitucional corajosa e livremente, e para isso precisamos alternar, precisamos renovar, precisamos ter força para erguer nossa indignação e colocá-la a serviço da mudança.
Um erro de pronúncia bem comum: não é "guverno', nem "gonverno", nem "gunverno", é governo.
O orador precisa evitar erros básicos para não cair no descrédito principalmente se estiver falando num ambiente mais culto, numa sala de aula, num tribunal, num parlamento, na televisão, etc.
Tem o lado sujo da oratória.
Quanto mais alta é a oratória, quanto mais consciente e positiva e limpa ela é, mais livre de manipulação, de segundas intenções, de mentiras, de engodos, de falácias.
Quando os grandes oradores da Grécia Antiga ocupavam a tribuna para proferir seus belos, prestigiados e trabalhados argumentos, não existiam tantas distrações como hoje - shopping, televisão, whatsaap, facebook, - não existiam tantas opções como hodiernamente.
Decorre disso que é dever do orador ser um homem interessante e talentoso se ele quiser ser realmente ouvido.
Digo pra mim mesmo:
"Nunca se iluda achando que você fala bem e que não precisa ler um livro de oratória, ou assistir uma palestra sobre a arte de falar bem, ou que não precisa se aperfeiçoar mais, ou que não tem mais nada a aprender com ninguém.
No caminho da arte de falar bem o limite é o céu, e só se trilha no compasso da humildade. Até reis e milionários se sentem apequenados quando não conseguem se expressar com competência".
Estou lendo um livro muito interessante e útil, Como se Defender dos Manipuladores.
São tantas as formas de manipulação diária - vitimação, perseguição, jogar culpa nos outros, a insistência, a bajulação, a adulação, a falsa simpatia, a ameaça, os melindres, as chantagens emocionais, a ironia, as promessas, etc.
Como sair desse jogo doentio, como vítima ou como manipulador, e ter relações mais sadias, que se baseiam na livre escolha de cada um?
Você só se torna um expert na arte de se livrar dos manipuladores - do qual o mundo está cheio, na família, na religião, no trabalho, nas amizades - quando perde o interesse em manipular e controlar os outros, e quando não permite ser controlado ou manipulado por ninguém.
Certa vez uma jovem me perguntou se eu poderia resumir a essência da arte de falar bem em uma frase.
Pensei, pensei, e disse-lhe que uma frase de Platão bem poderia ser a síntese do que ela queria saber. Platão falou em um de seus famosos Diálogos: "A oratória com filosofia é a única oratória digna dos deuses".
O que é a oratória com filosofia, no sentido grego?
É a oratória com sabedoria, é a oratória que nasce de uma consciência clara, de uma mente racionalmente iluminada.
Meditando nas palavras deste grande filósofo da razão e da eloquência greco-romana, o sábio Epítecto.
Ensina o mestre:
"A busca da sabedoria atrai críticas e perseguições daqueles que se sentem ameaçados pelo seu aprimoramento e progresso.
Eles lhe acusarão de orgulhosos e arrogantes, e se incomodarão com sua presença. Isso é tão velho quanto o mundo.
Tenha compaixão deles, não se deixe intimidar e siga firme no seu propósito".
PENSAR COM EXATIDÃO - É uma das leis que levam ao sucesso, segundo Napolleon Hill.
Não ser desonesto no raciocínio, não pensar com fanatismo, com bitola, com despeita, com preconceito, com inveja.
Não confundir fatos com opiniões, não distorcer a verdade, não acreditar nas conversas sem antes examiná-las. Ser um amigo da razão, da coerência, da clareza, da positividade.
Alguma dúvida da importância desta lei?
Citações, histórias, fábulas, são recursos valiosos na oratória, no entanto é preciso saber usá-los adequadamente.
Não podemos ser um mero reprodutor do que os outros disseram. Eu utilizava muitas frases de outros autores para ilustrar meu discurso no júri, mas hoje já as uso com moderação, uma aqui outra acolá.
E aqui vai uma citação do filósofo Ralph Waldo Emerson: "Abaixo as citações, mostra-me o que tu sabes".
Considero-me uma pessoa que tem facilidade de cumprir regras quando elas são convincentes, quando elas têm fundamento, coerência e não são meramente impositivas.
Considero-me também uma pessoa que tem a mesma facilidade de desobedecê-las quando elas se apresentam arbitrárias, ilógicas ou incoerentes.
Não sou nenhum xenófobo, não tenho nenhuma aversão ou ódio por estrangeiros, principalmente pelos EUA.
Tinha até um desatualizado aí de esquerda querendo proibir que falássemos palavras em inglês, que deveríamos usar o português puro, em plena época de globalização e contato entre os povos - ou seja; o pobre coitado queria que o ovo se chocasse com a montanha sem que aquele fosse despedaçado. Não podemos ir de encontro a realidade.
Tem palavras que eu acho mais bonitas em outras línguas do que em português, como por exemplo, finesse, palavra de origem francesa, que significa sutileza, delicadeza, primor. Depende do talento de cada um fazer bom uso dessa interação de línguas.
Uma das coisas que eu não quero na minha vida: envelhecer sem maturidade.
Acho muito estranho cabelos brancos sem sabedoria.
Estou pressentindo que este livro me auxiliará muito com exemplos, ilustrações e frases na atuação em casos passionais no tribunal do júri.
Dale Carnegie foi um dos mais brilhantes professores de oratória do século XX.
Viveu entre os anos de 1888 a 1952 nos EUA. Alertava ele: "Lembre-se, senhor orador, que você está exercendo uma atividade que exige extrema finesse e tato".
Essa é a diferença do orador pro falador: o orador não só sabe o "que", mas sabe o "como" também.
O falador acha que só o seu conteúdo é o bastante, esquece do valor que tem a forma, a maneira, o jeito, a finesse, o tato.
"Conclua, companheiro", assim dizíamos nas reuniões sindicais, partidárias, estudantis, quando a pessoa se apaixonava pelo 'microfone' e não queria deixar de falar.
A plateia tem vontade de dizer a mesma coisa para o palestrante prolixo, pena que não pode, e fica irritada e sofrendo, mas a vontade dela era dizer: "conclua, companheiro".
Ouse seja, boa lição de oratória é: pare de falar antes que o povo pare de lhe ouvir.
Se eu fosse desembargador ou juiz eu me envergonharia caso visse minha sala vazia da voz da defesa, caso visse minha tribuna carente da presença de advogados.
Sinal que eu seria um pobre espírito desprovido de substância, tão cheio de poder externamente, tão empafioso, mas tão infantil e incompleto internamente, incapaz de perceber que a ausência de advogado em torno de mim mesmo seria sinal evidente da minha condição de mau julgador.
Iniciei minha argumentação hoje no Tribunal dizendo: um dos maiores desafios da advocacia atualmente é se fazer ouvir.
Citei Sócrates: "São três os deveres de um bom juiz: saber ouvir atentamente, considerar sobriamente e decidir imparcialmente".
E fui ouvido, e o apelante, antes condenado a 14 anos de reclusão, foi absolvido.
No caminho para o escritório, vi escrito atrás de um caminhão:
"A força da tua inveja é o tamanho do meu sucesso".
E mais embaixo, exclamava:
"Oh glória!"
O pai de Thomas Edison o chamou de burro quando ele ainda era criança.
O diretor da escola disse a Edison que ele nunca teria sucesso em nada.
E esse gênio da criatividade nem por isso ficou parado no meio do caminho se lamentando por traumas da infância.
Os traumas do passado existem sim, e são um tanto dolorosos, mas precisamos assumir o comando de nossa vida e do nosso destino para sermos um presente para humanidade, humanidade que carece de pessoas de bem com a vida.
Hoje li uma frase que me fez refletir: "O desânimo é um teste da natureza".
E falei pra mim mesmo: isso é verdade, pois toda vez que venci o desânimo cheguei a lugares ensolarados!
Citando Sidarta:
"Existem três classes de pessoas infelizes:
os que não sabem e não perguntam;
os que sabem e não ensinam;
e os que ensinam mas não praticam".
Venho buscando desenvolver na minha oratória o que diz o Roberto Shinyashiki, em Como Fazer uma Palestra em 24 horas:
"As apresentações poderosas combinam dois tesouros: conteúdo profundo e boa performance de palco".
A vida tem me ensinado a admirar as pessoas, ao mesmo tempo que também tem me ensinado a não me fanatizar por pessoas.
Um bom professor,
Um bom comunicador,
Um bom orador,
Um bom palestrante,
Não é um mero leitor de slides.
O orador de alto impacto sabe que ao pronunciar a palavra 'lixo' sua voz pede um tom, e que ao pronunciar a palavra 'perfume', sua voz pede outro tom.
Uma voz apropriada à oratória deve ter uma boa entonação, notas diferentes, variedade de tons, musicalidade - isso traz beleza e agradabilidade à comunicação, além de facilitar a compreensão do que estamos falando.
A voz responde por mais de um terço de nossa capacidade persuasiva. Imagine a cena: ouça a voz da serpente persuadindo Eva; ouça a voz de Eva persuadindo Adão!
Sempre ouvi dizer que "dinheiro não traz felicidade"; e se a gente não questionar determinados condicionamentos mentais, que vão passando de geração a geração, afugentamos a prosperidade da nossa vida.
Dinheiro não traz felicidade para quem não tem ou não sabe usar. Mas pra quem tem e sabe usar, ele compõe a própria felicidade.
Ministrei a palestra Oratória Aplicada à Política no Curso de Formação Política coordenado pelos competentes e pioneiros amigos Carlos Coêlho e Tácio Coêlho, no Auditório da Assembléia Legislativa do Acre.
Fico feliz de ver nossos futuros políticos buscando se qualificar mais e querendo aperfeiçoar a sua liderança e a sua capacidade comunicativa.
Se tem uma palavra que define a palestra que ministrei na Semana Acadêmica da FAAO é sucesso, com direito até a banda de música do Batalhão de Infantaria e Selva tocando Último dos Moicanos e Conquista do Paraíso.
Grato pelo carinho e reconhecimento meus amigos e jovens acadêmicos de direito.
Autografando mais de quarenta livros para meus leitores da cidade de Jordão.
Paulo Coelho que me perdoe - lá, eu sou mais lido do que ele; lá, meus livros são best--sellers.
Grande abraço, amigos jordanenses, terra de povo inteligente!
Quem daria crédito a um orador acima do peso ensinando a emagrecer?
Quem daria crédito a um orador conflituoso ensinando as pessoas a viverem em harmonia?
Quem daria crédito a um orador disperso ensinando concentração?
Quem daria crédito a um orador que não sabe falar ensinando oratória?
Quem daria crédito a um orador desanimado pregando sobre o entusiasmo?
Simples e profunda lei da arte de falar bem: fale daquilo que você pratica.
"Onde está a autoridade de um rei?", perguntou o Rei George VI, irritado e lamentando a sua gagueira, o seu nervosismo, o seu medo de falar em público: "Onde está a autoridade de um rei? Nas vestimentas, no palácio que mora, no sangue que corre em suas veias? Não, está na palavra. O povo todo que ouvir o rei falar. E eu não sei falar".
E quantas pessoas tem mestrado, doutorado, e tantas outras ocupam lugares de alta autoridade, mas quando falam parece que seus títulos e cargos perdem todo o brilho e valor, envergonham o lugar que estão.
O Rei George VI, no período da Segunda Guerra Mundial, por entender a importância de falar bem, foi em busca de auxílio e conseguiu vencer os obstáculos da comunicação, tornando seus discursos valorosos instrumentos de orientação do povo britânico.
Não confie muito em seus títulos, em seus cargos, em seu conhecimento, em sua posição, se você não souber falar bem! Lembre-se sempre da indagação do monarca: "Onde está a autoridade de um rei?"
Gostei do filme O Juiz.
Um drama de natureza familiar e um triller de tribunal. Na hora de escolher os jurados o advogado recusou os mais 'certinhos' - aqueles que a gente percebe de longe a hipocrisia de sua moralidade, a moralidade da espessura da pele.
Defender é arte, é ciência, é intuição, é ver argumentos onde ninguém ver; é ler a mente, é ler a alma do júri; é sentir mais que pensar, é intuir mais sentir.
Andrew Carnegie, o Rei do Aço, é considerado um dos homens mais ricos de todos os tempos.
Após sua morte, em 1919, foi encontrado entre seus papéis um plano estratégico para sua vida feito quando ele tinha 33 anos de idade, e dentre outras coisas estava escrito: "Focar minha atenção na arte de falar em público".
Andrew admirava grandemente a oratória. Esse talento o impressionava mais que a capacidade de ganhar dinheiro.
Grande parte de sua riqueza foi destinada a filantropia. Ele auxiliou a construir mais de 2.800 bibliotecas nos Estados Unidos.
Além de tudo isso tornou-se um grande orador, homem de palavras enérgicas, de opiniões fortes, e raciocínio rápido e convincente. Mesmo sendo um homem rico, intuiu que sua riqueza estaria incompleta sem o domínio da arte de falar bem.