Seus livros foram queimados em praça pública. Ele foi acusado de ateísmo e de corromper a juventude - as mesmas acusações proferidas contra Sócrates anos mais tarde. Pressionado para fugir de Atenas, morreu num naufrágio próximo a região da Itália aos 70 anos.
Era amigo íntimo do grande estadista Péricles, e gozava da admiração do jovem Sócrates, que o achava o homem mais belo da Grécia devido a sua grande eloquência e presença de espírito.
Em um dos seus livros, Discursos Demolidores, coloca o homem no centro do debate político e filosófico, ao mesmo tempo que questiona os portadores das falsas verdades absolutas: "Ántropos métron pánthos", "O homem é a medida de todas as coisas; das coisas que são como são e das coisas que não são como não são".
Faz desta poderosa premissa, influenciado por Heráclito e Demócrito, a base sólida de sua filosofia e de sua imbatível oratória. No livro Dos Deuses, numa época em que não acreditar neles era crime, diz Protágoras, o mais velho e mais célebre dos sofistas: "Sobre os deuses, não sei se existem ou não existem. O tema é muito difícil e obscuro, e a vida é breve para perder tanto tempo nessas indagações".
Um homem de ideias atualíssimas, num mundo onde tantos querem ser portadores de verdades absolutas e inquestionáveis, onde tantos querem impor aos outros suas crenças, seus deuses, seus ídolos, sua fé, sua maneira de ser e de pensar.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Novas valorações se põem em marcha
"Novas valorações se põem em marcha". Verdades de ontem foram superadas por verdades de hoje, que por sua vez serão superadas por verdades do amanhã. E a vida continua sua incessante e dialética imutável mutação.
Se tornam ultrapassados aqueles que não entendem a frase de Nietzsche de que sempre "novas valorações se põem em marcha".
Seja na ciência, seja na religião, seja na filosofia, seja na política, seja na oratória, seja no direito, seja na nossa vida pessoal, "novas valorações se põem em marcha", num eterno e benfazejo fluir.
Se tornam ultrapassados aqueles que não entendem a frase de Nietzsche de que sempre "novas valorações se põem em marcha".
Seja na ciência, seja na religião, seja na filosofia, seja na política, seja na oratória, seja no direito, seja na nossa vida pessoal, "novas valorações se põem em marcha", num eterno e benfazejo fluir.
A primeira regra para a orientação do espírito
A maioria das pessoas quer dá opinião em tudo; nos mais das vezes essas opiniões são equivocadas, parciais, preconceituosas, superficiais e interesseiras.
Mas será que essas pessoas estão dispostas a conhecer, a estudar profundamente o assunto para formar juízos sólidos e verdadeiros?
Eis a primeira e a fundamental regra de um homem honesto e de ciência segundo Descartes, em seu livro Regras para a Orientação do Espírito.
Mas será que essas pessoas estão dispostas a conhecer, a estudar profundamente o assunto para formar juízos sólidos e verdadeiros?
Eis a primeira e a fundamental regra de um homem honesto e de ciência segundo Descartes, em seu livro Regras para a Orientação do Espírito.
A pura luz da razão
O filósofo Descartes escreveu no seu livro Regras para a Orientação do Espírito: "Não há nada que se possa acrescentar à pura luz da razão".
Na pura luz da razão está contida a ciência, a eloquência, o amor, a paz, a bondade, a presença de Deus. Quando Aristóteles ensinava oratória para Alexandre, sempre dizia: "Alexandre, a referência da arte de falar bem é a razão".
Eis porque devemos tanto conhecer, sentir e desenvolver a pura luz da razão que há em potência dentro de cada um de nós.
Na pura luz da razão está contida a ciência, a eloquência, o amor, a paz, a bondade, a presença de Deus. Quando Aristóteles ensinava oratória para Alexandre, sempre dizia: "Alexandre, a referência da arte de falar bem é a razão".
Eis porque devemos tanto conhecer, sentir e desenvolver a pura luz da razão que há em potência dentro de cada um de nós.
Duplo orador
Shakespeare disse que "todo orador faz dois discursos ao mesmo tempo: o que é ouvido e o que é visto".
É ilusão o orador pensar que se esconde do público. Se tivermos coerência, honestidade, transparência, convicção, nosso discurso será um só, poderoso e convincente, pois a atenção do ouvinte não estará perturbada e dispersa julgando as contradições entre o que o orador diz e o que a sua linguagem corporal desdiz.
É ilusão o orador pensar que se esconde do público. Se tivermos coerência, honestidade, transparência, convicção, nosso discurso será um só, poderoso e convincente, pois a atenção do ouvinte não estará perturbada e dispersa julgando as contradições entre o que o orador diz e o que a sua linguagem corporal desdiz.
Pensando como um grego
Entender os fenômenos desde a raiz, desde a origem é um diferencial na qualidade do conhecimento. Conhecer as origens racionais, lógicas, científicas do pensamento grego é conhecer ao mesmo tempo o nascimento da própria oratória, da própria democracia, do próprio direito, da própria civilização grega - estrutura primeira do mundo Ocidental.
O nascimento da pólis marca um momento decisivo na formação racional do pensamento grego. E é no espaço da pólis que a palavra ganha extraordinária preeminência frente a todas as outras ferramentas de poder; segundo o autor, "torna-se instrumento político por excelência, a chave de toda a autoridade no Estado, o meio de comando e de domínio sobre o outrem". Tanto poder foi atribuído a arte de falar bem que os gregos farão dela uma divindade: Peithós, a força da persuasão.
Este livro de Jean Pierre Vernant, As Origens do Pensamento Grego, solidifica e abrilhanta o cérebro e a oratória do homem que busca conhecer os primórdios da perene forma grega de ver o mundo, o cosmos, a sociedade, a cultura, a política, a vida, a si mesmo
O nascimento da pólis marca um momento decisivo na formação racional do pensamento grego. E é no espaço da pólis que a palavra ganha extraordinária preeminência frente a todas as outras ferramentas de poder; segundo o autor, "torna-se instrumento político por excelência, a chave de toda a autoridade no Estado, o meio de comando e de domínio sobre o outrem". Tanto poder foi atribuído a arte de falar bem que os gregos farão dela uma divindade: Peithós, a força da persuasão.
Este livro de Jean Pierre Vernant, As Origens do Pensamento Grego, solidifica e abrilhanta o cérebro e a oratória do homem que busca conhecer os primórdios da perene forma grega de ver o mundo, o cosmos, a sociedade, a cultura, a política, a vida, a si mesmo
Lógica: a virtude intelectual por excelência
A logica é a virtude intelectual por excelência. Podemos defini-la - embora existam muitas perspectivas conceituais diferentes - como a ciência do pensamento correto que visa demonstrar ou descobrir a verdade.Todos nós somos portadores de uma lógica natural que chamamos de bom-senso. Podemos desenvolver este potencial lógico, que nos é inerente, por meio do estudo, da reflexão, da leitura, da meditação e da prática.
Foram os gregos os descobridores da lógica. Lógica vem da palavra lógos (razão) e a ela podemos associar muitas outras palavras: coerência, medida, clareza, comprovação, justeza, convencimento, não contradição, dedução, ordem etc.
Sem lógica o orador é um porta-voz da confusão mental. A lógica é um dos pilares estruturantes da ciência, da filosofia, do direito, da arte de falar bem e da arte de escrever bem.
O homem persuasivo fala com vibração, com paixão, com entusiasmo, tendo sempre a lógica por norte seguro e regulador.. Dizem que existem coisas além da lógica; mas claro, isso é lógico!
O orador não se desenvolverá se ele afrontar, desprestigiar, desvalorizar a lógica. O ouvinte não entregará o seu coração se perceber mentira, incoerência, confusão, contradições no raciocínio do orador.
Nossas crianças só desenvolverão sadiamente o pensamento lógico - que já trazem em potencial ao nascer, como dom de Deus - se puderem ver em seus educadores - pais, professores, líderes, oradores - pessoas lógicas, comprometidas com a verdade, comprometidas com a exatidão do pensamento, sensíveis o suficiente para ver a importância, o poder, a beleza e a origem divina da lógica.
As três grandes virtudes
Hípias, um dos mais destacados sofistas gregos, ensinava que "todo homem deveria desenvolver em si três grandes virtudes: viver corretamente, expressar-se com excelência e ser eficaz em suas ações".
À maneira dos gregos
A oratória é uma ciência que renasce, uma arte que rebrilha na modernidade; prova disso é a Escola de Atenas que congrega em seu meio pessoas de várias idades, de vários graus de instrução e de diversas áreas do conhecimento, que se reúnem ao ar livre com o objetivo de estudar oratória com filosofia à maneira clássica.
É bonito ver como todos estão aperfeiçoando sua capacidade de expressão verbal a cada encontro, e se sentindo mais confiantes para expressar suas ideias com lógica, assertividade, ética, naturalidade e vibração.
É bonito ver como todos estão aperfeiçoando sua capacidade de expressão verbal a cada encontro, e se sentindo mais confiantes para expressar suas ideias com lógica, assertividade, ética, naturalidade e vibração.
A oratória e a filosofia da realização pessoal
Grande é oratória e a filosofia contida nas ideias de Napolleon Hill. A mensagem deste grande líder e orador continua a inspirar e a motivar muitas pessoas ao redor do mundo na busca do sucesso, da felicidade, da paz de espírito e da riqueza em suas múltiplas dimensões.
Como ele mesmo diz, "as 17 leis do triunfo tem a capacidade de elevar o homem aos mais altos graus da eloquência".
O poder da harmonia na oratória
Diz Napolleon Hill "que sem a harmonia não pode haver música, poesia ou oratória dignas de nota". O que tem a ver a harmonia com a oratória?
Os gestos, as palavras e as ações do orador devem ser harmônicos. Os fatos devem ser narrados com harmonia. A argumentação deve ser desenvolvida com harmonia. Deve haver harmonia entre orador e plateia. Deve haver harmonia no ambiente onde o orador proferirá sua oratória. Um orador em harmonia consigo mesmo irradia um poder de persuasão antes mesmo de proferir suas palavras.
É da natureza da arte, é da natureza da ciência - e a oratória é arte e ciência - a manifestação da harmonia. É só com a harmonia que a oratória pode ser um instrumento capaz de manifestar o belo, o bom, e o justo.
Apolo pode muito bem ilustrar esta frase de Napolleon Hil, pois era o deus da poesia, da música e da eloquência; sua presença irradiava luz, poder, carisma e harmonia.
Os gestos, as palavras e as ações do orador devem ser harmônicos. Os fatos devem ser narrados com harmonia. A argumentação deve ser desenvolvida com harmonia. Deve haver harmonia entre orador e plateia. Deve haver harmonia no ambiente onde o orador proferirá sua oratória. Um orador em harmonia consigo mesmo irradia um poder de persuasão antes mesmo de proferir suas palavras.
É da natureza da arte, é da natureza da ciência - e a oratória é arte e ciência - a manifestação da harmonia. É só com a harmonia que a oratória pode ser um instrumento capaz de manifestar o belo, o bom, e o justo.
Apolo pode muito bem ilustrar esta frase de Napolleon Hil, pois era o deus da poesia, da música e da eloquência; sua presença irradiava luz, poder, carisma e harmonia.
Os gregos foram homens de personalidade forte
Os gregos foram homens de personalidade forte. E homens de personalidade forte têm vocação para a liderança e para a oratória. Um desses homens foi Zenão de Eleia, um filósofo pré-socrático, criador do método da dialética - da arte de argumentar com flexibilidade diante de ideias opostas.
Essa sua capacidade retórica a todos maravilhava. Amante da liberdade e da democracia, organizou uma conspiração contra o tirano de sua cidade. Ao ser descoberto, foi preso e torturado, e para não entregar seus companheiros, cortou a língua com os próprios dentes e a cuspiu na face do tirano.
Há nisso tudo grandes lições, e isso mostra porque as ideias e os exemplos desses homens continuam a atrair, comover e inspirar as gerações que se sucedem.
Essa sua capacidade retórica a todos maravilhava. Amante da liberdade e da democracia, organizou uma conspiração contra o tirano de sua cidade. Ao ser descoberto, foi preso e torturado, e para não entregar seus companheiros, cortou a língua com os próprios dentes e a cuspiu na face do tirano.
Há nisso tudo grandes lições, e isso mostra porque as ideias e os exemplos desses homens continuam a atrair, comover e inspirar as gerações que se sucedem.
Aprenda a arte de responder uma pergunta com outra
Há uma instigante frase de René Descartes na capa deste livro: "Aprenda a arte de responder uma pergunta com outra". A isso nós chamamos de pergunta retórica, um poderoso instrumento de argumentação e persuasão, quando utilizado com propriedade, habilidade e inteligência.
Os ouvintes não gostam quando o orador faz perguntas bobas com respostas óbvias, principalmente quando o público é constituído por pessoas mais cultas.
Visa a pergunta retórica responder implicitamente ao que foi indagado com outra pergunta, que já contém em si a resposta. O orador economiza tempo e torna sua oratória breve e inteligente por não ter que explicar todos os passos que levariam a uma conclusão lógica de sua proposição.
Darei um exemplo. A pergunta: "O homem pode mudar o seu merecimento?" Segue a resposta por meio de perguntas retóricas: "Qual o merecimento que aguarda um homem sem objetivo na vida?" "E se esse homem passar a ter um objetivo na vida, estaria aguardando ele o mesmo merecimento anterior? Pode ou não pode o homem mudar o seu merecimento?"
Tudo isso é um breve exemplo do grande trunfo da arte de argumentar e de persuadir por meio de perguntas retóricas.
Os ouvintes não gostam quando o orador faz perguntas bobas com respostas óbvias, principalmente quando o público é constituído por pessoas mais cultas.
Visa a pergunta retórica responder implicitamente ao que foi indagado com outra pergunta, que já contém em si a resposta. O orador economiza tempo e torna sua oratória breve e inteligente por não ter que explicar todos os passos que levariam a uma conclusão lógica de sua proposição.
Darei um exemplo. A pergunta: "O homem pode mudar o seu merecimento?" Segue a resposta por meio de perguntas retóricas: "Qual o merecimento que aguarda um homem sem objetivo na vida?" "E se esse homem passar a ter um objetivo na vida, estaria aguardando ele o mesmo merecimento anterior? Pode ou não pode o homem mudar o seu merecimento?"
Tudo isso é um breve exemplo do grande trunfo da arte de argumentar e de persuadir por meio de perguntas retóricas.
Fidel, a ditadura e a oratória
Conta-se que as pessoas, em "eletrizante atenção", ouviam Fidel Castro falar por três ou quatro horas seguidas.
Numa ditadura isso não é lá nenhum grande feito. Será que numa democracia isso seria tão fácil assim, onde as pessoas tem o direito de sair da sala e ir embora?
Ninguém aguenta prolixidade. "Seja breve e agradarás", dIziam os romanos.
Numa ditadura isso não é lá nenhum grande feito. Será que numa democracia isso seria tão fácil assim, onde as pessoas tem o direito de sair da sala e ir embora?
Ninguém aguenta prolixidade. "Seja breve e agradarás", dIziam os romanos.
Habilidade com as palavras e eficácia nas ações
Deve ser a missão de quem quer ser um verdadeiro orador entender a oratória desde o seu nascimento; entender a sua trajetória até os dias atuais; seus fios interconectados com a filosofia, com a poesia e a literatura, com o direito, com a mitologia, com a política, com a história, com o transcendente. Conhecer seus grandes representantes, suas grandes ideias, seus grandes feitos. Ter da oratória um conhecimento sólido, vasto, íntimo.
A oratória renasce nos dias atuais; a arte antiga tem ganhado um novo impulso pelo mundo, e nós aqui no Acre, estamos acompanhando esse novo despertar por meio da Escola de Atenas, que ensina oratória de um jeito original, ligada à antiguidade clássica e às modernas ideias sobre a arte de bem falar.
Este livro, Breve História da Retórica Antiga, de Armando Plebe, cumpre um papel relevante na formação do orador. Um dos registros mais antigos do valor do ensino da oratória está narrado em Ilíada, livro de Homero, que conta a Guerra de Tróia, ocorrida por volta de 1.200 anos a.C. Narra-se que, Peleu, o pai do jovem Aquiles, deu como professor e amigo ao filho, Fênix, para que este ensinasse o famoso guerreiro a arte da "hábil palavra e a capacidade para realizar façanhas".
E modernamente, ao renascer a nobre arte da retórica, renascem juntos os homeros, os peleus, os fênix, os aquiles, em todos os lugares onde existem homens e mulheres cultores da bela arte.
A oratória renasce nos dias atuais; a arte antiga tem ganhado um novo impulso pelo mundo, e nós aqui no Acre, estamos acompanhando esse novo despertar por meio da Escola de Atenas, que ensina oratória de um jeito original, ligada à antiguidade clássica e às modernas ideias sobre a arte de bem falar.
Este livro, Breve História da Retórica Antiga, de Armando Plebe, cumpre um papel relevante na formação do orador. Um dos registros mais antigos do valor do ensino da oratória está narrado em Ilíada, livro de Homero, que conta a Guerra de Tróia, ocorrida por volta de 1.200 anos a.C. Narra-se que, Peleu, o pai do jovem Aquiles, deu como professor e amigo ao filho, Fênix, para que este ensinasse o famoso guerreiro a arte da "hábil palavra e a capacidade para realizar façanhas".
E modernamente, ao renascer a nobre arte da retórica, renascem juntos os homeros, os peleus, os fênix, os aquiles, em todos os lugares onde existem homens e mulheres cultores da bela arte.
Oratória e filosofia antiga
Eis uma das disciplinas mais fundamentais, História da Filosofia Antiga, para a construção de um orador culto e de talento.
Já dizia Cícero, em Roma: "Não se faz um verdadeiro orador sem filosofia". Já dizia Platão, na Grécia: "A única oratória digna dos deuses é a oratória com filosofia".
"Ensinando oratória com filosofia" é o método, o objetivo e o lema - lema é uma palavra de origem grega que significa 'uma ideia recebida como presente' - da Escola de Atenas.
Já dizia Cícero, em Roma: "Não se faz um verdadeiro orador sem filosofia". Já dizia Platão, na Grécia: "A única oratória digna dos deuses é a oratória com filosofia".
"Ensinando oratória com filosofia" é o método, o objetivo e o lema - lema é uma palavra de origem grega que significa 'uma ideia recebida como presente' - da Escola de Atenas.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Crise: tempo de oportunidades e de decisão
A palavra crise, em chinês, também significa oportunidade; em grego, decisão, atitude.
O que fazer diante da crise? Ficar parado, inerte, lamentando as coisas? Sabemos que tudo passa. E quando a crise passar? Fizemos algo, trabalhamos, agimos, aproveitamos as oportunidades? O que plantamos durante o tempo da crise? O que teremos para colher quando a crise passar?
São perguntas que mudam um destino, e que precisamos fazer a nós mesmos.
O que fazer diante da crise? Ficar parado, inerte, lamentando as coisas? Sabemos que tudo passa. E quando a crise passar? Fizemos algo, trabalhamos, agimos, aproveitamos as oportunidades? O que plantamos durante o tempo da crise? O que teremos para colher quando a crise passar?
São perguntas que mudam um destino, e que precisamos fazer a nós mesmos.
Paideia
Esta é uma monumental obra do intelecto humano, de autoria de Werner Jaeger, Paideia, A Formação do Homem Grego.
São quase 1.500 páginas mostrando o ideal grego de formação do homem superior: nobre, virtuoso, livre, belo, inteligente, integralmente bem desenvolvido em todas as suas faculdades do corpo e da alma.
No centro desse ideal, uma palavra, "areté", excelência, o divino florescendo no homem, ou o homem fazendo parte da sociedade dos deuses.
São quase 1.500 páginas mostrando o ideal grego de formação do homem superior: nobre, virtuoso, livre, belo, inteligente, integralmente bem desenvolvido em todas as suas faculdades do corpo e da alma.
No centro desse ideal, uma palavra, "areté", excelência, o divino florescendo no homem, ou o homem fazendo parte da sociedade dos deuses.
Aprendendo oratória lendo os elevados Diálogos de Platão
Disse Tácito, historiador romano, no livro Diálogos dos Oradores, que Cícero, o grande advogado, político e tribuno da Roma Antiga, falava que aprendeu oratória mais lendo os elevados Diálogos de Platão do que estudando na escola dos professores de retórica.
Em suas Catilinárias, conjunto de discursos contra o conspirador Catilina, obra-prima da história da eloquência universal, Cícero introduz a sua poderosa acusação, com a famosa frase, que parece ecoar pelos tempos, todas as vezes que a pronunciamos: "Até quando, Catilina, tu abusarás de nossa paciência". Em latim, ecoa ainda mais forte: "Quosque tandem Catilina abutere patientia nostra".
Em suas Catilinárias, conjunto de discursos contra o conspirador Catilina, obra-prima da história da eloquência universal, Cícero introduz a sua poderosa acusação, com a famosa frase, que parece ecoar pelos tempos, todas as vezes que a pronunciamos: "Até quando, Catilina, tu abusarás de nossa paciência". Em latim, ecoa ainda mais forte: "Quosque tandem Catilina abutere patientia nostra".
Os deuses que não morreram
O livro Os Deuses que não Morreram: Ensaios de Cultura Grega, de autoria de Heber Salvador de Lima, é uma excelente obra de introdução ao estudo dos legados que a Grécia Antiga nos deixou no campo da filosofia, do teatro, da escultura, da poesia e da literatura homérica.
O autor conta como se emocionou completamente ao visitar a Acrópole de Atenas pela primeira vez em 1956: "Tive ali a sensação de imortalidade do gênio grego que aprendi a reverenciar. Senti a exultação de uma Grécia que se recusa a morrer, de uma Grécia eterna. Senti um júbilo interior, senti os abraços e o acolhimento da Mãe -Atenas, a grande cidade-mãe do Ocidente; foi então que percebi que eu era um dos muitos filhos da Hélade espalhados pelo mundo".
E continua o autor dizendo: "Ignorar os valores gregos que permeiam a cultura ocidental é uma declaração implícita de pobreza intelectual. Este livro quer lembrar que os grandes valores gregos ainda estão vivos. Eles são os Deuses que não Morreram". E diz uma frase que eu acho lapidar: "A crise moderna é, em grande parte, um esquecimento da sabedoria grega".
O autor conta como se emocionou completamente ao visitar a Acrópole de Atenas pela primeira vez em 1956: "Tive ali a sensação de imortalidade do gênio grego que aprendi a reverenciar. Senti a exultação de uma Grécia que se recusa a morrer, de uma Grécia eterna. Senti um júbilo interior, senti os abraços e o acolhimento da Mãe -Atenas, a grande cidade-mãe do Ocidente; foi então que percebi que eu era um dos muitos filhos da Hélade espalhados pelo mundo".
E continua o autor dizendo: "Ignorar os valores gregos que permeiam a cultura ocidental é uma declaração implícita de pobreza intelectual. Este livro quer lembrar que os grandes valores gregos ainda estão vivos. Eles são os Deuses que não Morreram". E diz uma frase que eu acho lapidar: "A crise moderna é, em grande parte, um esquecimento da sabedoria grega".
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