segunda-feira, 9 de julho de 2012

As duas belezas de Narciso


O texto abaixo, uma simples oferenda, - que fala de duas manifestações da beleza, ambas com seus encantos - dedico a todos vocês, que na ocasião de meu aniversário, desejaram-me tantas bençãos maravilhosas: saúde, paz, prosperidade, harmonia, realização de sonhos, sucesso, vida longa, sabedoria.

Apreciando os haicais - poesia síntese, que retrata em poucas palavras um instante da vida, do pensamento, dos sentimentos, das meditações - do poeta Roberto Evangelista, no livro Mínimas Orações, lembrei-me do Mito de Narciso, que ao ver sua linda e erótica imagem refletida numa fonte d´água, límpida e prateada, apaixonou-se por si mesmo, a ponto de não comer mais, não dormir mais, definhando seu corpo até a morte. No lugar onde morreu Narciso nasceu uma linda flor, a flor de narciso.

Então diz o poeta no seu haicai:

"Narciso mais belo
seria se conhecesse
a si mesmo".

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O Sermão da Flor e o Nascimento do Zen


Sidarta Gautama morreu por volta dos 80 anos de idade. Aos 40 anos atingiu o estado de Buda, de Ser Desperto, de Iluminado, e falou ao mundo - com o objetivo de levar outros seres a iluminação - por mais outros 40 anos, a respeito da experiência búdica que atingiu.

Já próximo do fim de sua vida terrena, uma grande assembleia, com milhares e milhares de pessoas, vinda de todas as partes da Índia,  reuniu-se a espera de Buda para vê-lo falar.

 Buda chegou com uma flor na mão, uma flor de lótus na mão, e ficou extasiado olhando aquela flor, enquanto os discípulos o observavam - uns já nervosos porque ele não falava nada, outros até diziam que ele já estava cansado, estava ficando velho demais. E assim o tempo foi passando...!

Mas um dos discípulos, ao ver aquilo, sorriu, seu nome era Marakhasiapa. E Buda sentiu que um ser no meio da multidão tinha acessado sua oculta mensagem. E chamando Marakhasiapa, falou a todos: "O que eu tinha para dizer por meio das palavras já disse nesses 40 anos de pregação, mas aquilo que está além das palavras entrego a Marakhasiapa", e estendendo-lhe a mão, deu-lhe a flor. Assim nasceu o Zen, a verdade dita, a verdade sentida, a verdade experienciada pelo mais profundo silêncio,

Texto baseado no livro Zen: sua história e seus ensinamentos, de Osho, e adaptado ao meu ritmo de escrita.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Hitler e a oratória do mal

Nem sempre a grande oratória é usada para o bem, nem sempre ela vem acompanhada da sabedoria, do amor, da consciência. 

Às vezes ela é uma explosão poderosa do ódio. Hitler é considerado um dos maiores oradores da história.

Estudiosos dizem, que apesar de Hitler não ser um homem fisicamente atraente, mas quando falava, exercia tal fascinação, que as mulheres sentiam brotar no corpo um certo desejo sexual por ele.

Perceba a fato acima, sinta-a, estude-a, jovens ouvindo-o, fixados, atentos, hipnotizados pelo seu magnetismo, pelo seu carisma, pela suas palavras sedutoras.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A eloquência de Buda

Li a seguinte história, contada por Osho, no livro Buda: Sua Vida, Seus Ensinamentos e o impacto de Sua Presença na Humanidade. Um livro encantador!

Buda era um ser de rara eloquência. Certa vez um erudito, famoso pelo seu talento em Lógica, acompanhado de 500 seguidores, chegou até Buda para desafiá-lo num torneio retórico em torno do tema Verdade; esses debates eram comuns na época em que Buda ...viveu.

"Então", falou Buda, "você veio para debater a verdade comigo. Mas se eu conheço a verdade e você diz que também a conhece, então qual o sentido de debatermos sobre ela? Mas eu sei que você não conhece a verdade, de mim você não pode se esconder, ela não é sua experiência, ela é apenas algo mental, intelectual em você, não faz parte de sua existência, então qual o sentido de debater a verdade com quem não a conheceu, com quem não a sentiu, com quem não se tornou a própria verdade?"

Essas palavras soaram do além nos ouvidos do erudito, envolvendo-o com tal força e poder, que o homem, por ser honesto consigo mesmo, reconheceu que realmente o que sabia era algo que não era seu, era emprestado, era de plástico, era falso, era conhecimento dos outros, e sentindo o ser de Buda, sua luz, sua presença, sua serenidade, sua sapiência, passou a seguí-lo, juntamente com seus 500 discípulos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Sermão do Ser Singular

Com tem esplendor este Sermão da Montanha. O que poderei recitar? Que imagem usar, desta grande poesia, desta divina canção, que mesmo passando céu e terra, ela ressoa até o infinito da vida, inundando almas de amor? Que jóias, que pérolas, o que posso mostrar, dentre todas  valiosas? O Ser Singular, erguendo as mãos em prece, elevava a alma de  seus ouvintes, saciando suas sedes, transportando-os para o mundo do divino, fazendo-os tocar, ver e sentir cada santa palavra tecida com o mel de seus lábios. Animais, pedras, folhas, tudo parecia lhe  ouvir. Quanto silêncio! Quanta transformação! "Olhai as aves do céu,  não semeiam e nem ceifam, nem recolhem nos celeiros, e vosso Pai as alimenta. Não valies vós muito mais que elas? Vede os lírios dos campos, não trabalham, nem fiam, e mesmo Salomão no auge da sua glória não se vestiu como um  deles. Se Deus veste assim a erva do campo, quanto mais a vós, homens de pouca fé". Texto publicado em http://sandersonmoura.blogspot.com.br/
Como tem esplendor este Sermão da Montanha. O que poderei recitar? Que imagem usar, desta grande poesia, desta divina canção, que mesmo passando céu e terra, ela ressoa até o infinito da vida, inundando almas de amor? Que jóias, que pérolas, o que posso mostrar, dentre todas valiosas?

O Ser Singular, erguendo as mãos em prece, elevava a alma de seus ouvintes, saciando suas sedes, transportando-os para o mundo do divino, fazendo-os tocar, ver e sentir cada santa palavra tecida com o mel de seus lábios. Animais, pedras, folhas, tudo parecia lhe ouvir. Quanto silêncio! Quanta transformação!

"Olhai as aves do céu, não semeiam e nem ceifam, nem recolhem nos celeiros, e vosso Pai as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? Vede os lírios dos campos, não trabalham, nem fiam, e mesmo Salomão no auge da sua glória não se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, quanto mais a vós, homens de pouca fé".

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A oratória de Jonh Kennedy

Li o discurso de posse de Jonh Kennedy ao assumir a presidência dos E.U.A. no ano de 1961, uma pérola da oratória universal, um homem de grande carisma, de magnética liderança, de uma oratória grandiosa. Foi assassinado em 1963. Compartilho alguns trechos do discurso:

"Os direitos humanos não são outorgados pela generosidade do estado, mas provêm de uma fonte divina".

"São tolos aqueles que visam alcançar o poder montando nas costas de um tigre pois acabam sendo devorados por ele".

"A civilidade não e fraqueza".

"A sinceridade estará sempre sujeita a ser colocada à prova".

"Que jamais negociemos por medo, mas que jamais tenhamos medo de negociar".

"Invoquemos as maravilhas da ciência em vez de seus terrores".

"Criemos um mundo novo de leis, onde os fortes sejam justos".

"Não perguntem o que seu país pode fazer por vocês - perguntem o que vocês podem fazer pelo seu país".

"Nosso trabalho deve ser a expressão do próprio trabalho de Deus".

quinta-feira, 28 de junho de 2012

O Júri de Alice no País das Maravilhas


O Julgamento de Alice no País das Maravilhas, aqui contado livremente com base nas minhas reminiscências, nos leva a muitas reflexões sobre o conceito de poder, de justiça, de legalidade e de direito. É uma história para crianças, é claro, mas quem disse que ela não nos ensina?!

 "Cortem a cabeça", ordenou a Rainha de Copas.

"Mas ela é só uma criança minha Majestade, que tal antes disso fazermos um júri, um jurizinho", disse o Rei, mas para um  bobo da corte do que para um Rei.

"Vamos logo com isso, quero dá minha sentença", aceitou contrariada a Rainha.

O júri foi formado e a acusação foi lida, Alice tinha praticado o crime de lesa-majestade, e tanto outros.

"Agora... cortem a cabeça", sentenciou a Rainha.
"Mas antes da sentença vem o veredicto dos jurados, minha sábia Rainha", falou um pouco com medo, o Rei.

 A Rainha, já meio no limite, disse aos jurados: "Tomem nota, rápido, rápido, quero proferir a minha sentença!"

"Perdão minha digna Rainha, mas ainda, antes  do veredicto, temos que ouvir as testemunhas e a acusada." , lembrou o Rei.

Impaciente, a Rainha viu entrar a primeira testemunha. Depois que foi concluído seu depoimento, ela esfregou as mãos sinistramente e disse: "Agora sim, posso dá a minha sentença!"
"Mas ainda precisamos ouvir mais testemunhas, e a acusada também, minha ama", tremia ao falar, o Rei.

Neste momento um tumulto irreversível foi criado no julgamento, e a Rainha gritava loucamente, "Cortem  a cabeça, Cortem a cabeça", e uma multidão de soldados armados  corriam atrás de Alice, e pega não pega, ela acordou de seu grande pesadelo.
"Foi só um sonho, Alice! Foi só um sonho!", disse sua irmã, com a vez melíflua e  acalmadora.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O julgamento de Frinéia e a beleza no júri

Li, já faz algum tempo, uma pesquisa inglesa constatando que as pessoas bonitas tem mais chances de serem absolvidas no júri. Talvez por isso os advogados dizem aos seus clientes, até instintivamente, antes do julgamento: "Faz a barba, corta o cabelo, cobre essa tatuagem de dragão, veste uma blusa melhor, uma calça boa, um sapato legal, e se não tem, pede para tua família providenciar". 

E quem duvida dessa pesquisa, conto uma história. Viveu na Grécia, no século IV a.C, uma das mais lindas mulheres que já existiu. De corpo escultural, perfeito, Frinéia, a deusa sensual, era cortesã; para ela afluíam homens sedentos de prazer; destruía lares, alucinava jovens, corrompia os costumes da época; sua beleza e erotismo constrangiam os bons costumes da vida ateniense, e por isso foi levada ao Areópago. O povo lotou o tribunal, e com sentimentos contraditórios de admiração e de ira pressiova pela condenação de Frinéia. Hipérides, seu advogado, vendo que o falso moralismo a condenaria, teve um insight genial, que tocou em algum ponto bem fundo da alma humana, rasgou as vestes da linda mulher diante da multidão, que de olhos arregalados e hipnotizados pelo belo contemplavam a formosura divinal de Frinéia. E por unanimidade de votos Frinéia foi absolvida. 

Mas quem conta poeticamente essa absolvição é o poeta Olavo Bilac: 

"Pasmam subitamente os juízes deslumbrados
Leões, pelo calmo olhar de um domador, curvados
Nua e branca, de pé, patente à luz do dia
Todo o corpo ideal de Frinéia reluzia
Diante da multidão atônita e surpresa
No triunfo imortal da carne e da beleza". 

terça-feira, 26 de junho de 2012

O primeiro júri da história e o voto de minerva


A expressão voto de minerva nasceu do dramático Julgamento de Orestes havido no campo mitológico da consciência humana.

Agamenon sacrificou sua filha aos deuses para vencer os gregos na Guerra de Tróia. Sua esposa, Clitmnestra, incentivada pelo seu amante Egisto, e tomada de fúria pela morte da filha, matou o marido. Orestes, outro filho do casal, resolveu matar a mãe para vingar a morte do pai. O crime de Orestes teria que ser vingado com sangue também, mas Apolo, o deus da Razão, da Beleza e da Inspiração Retórica intercedeu junto a Zeus para que houvesse um julgamento para decidir sobre a culpa de Orestes. O que foi aceito.

Um júri foi formado, o primeiro da história, no Areópago, por 12 cidadãos atenienses, presidido pela deusa Atenas, deusa da Sabedoria e da Justiça (Minerva para os romanos). Na acusação, atuaram as terríveis Erínias, deusas encarregadas de castigar os crimes cometidos pelos seres humanos, eram três: Tisífone (Castigo), Megera (Rancor) e Alecto (Infindável). Apolo atuou como advogado do réu. Depois dos acirrados e violentos debates orais foram colhidos os votos dos jurados, tendo dado empate na votação. Atenas (Minerva) ,como presidia ao júri, decidiu pela absolvição de Orestes. Voto de minerva significa isso, voto de desempate.

É uma viagem emocionante essa, nas coisas e nos mistérios da mitologia!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O preço da verdade!

Lendo agora o livro de Osho, Liberdade: A Coragem de Ser Você Mesmo.

Lindo trecho quando ele fala:

 "Deus é muito misericordioso com você ao não atender muitas de suas preces. Você diz: 'Faz-me, senhor, conhecer a tua verdade! Deus sabe do quanto você é ingênuo! O que você fará com essa verdade? Você estar preparado para ela? Comê-la, vendê-la, negociá-la não será possível, não com essa verdade. Você não sabe do tamanho da responsabilidade de ter a verdade. Sócrates por causa dela foi envenenado, Al-Hilaj Mansoor foi apredrejado, Jesus foi crucificado. A própria vida é sacrificada pelo triunfo da verdade".

O orador experiente não diz desatinos

No clássico livro O Espírito do Zen, de Alan Watts, este cita o seguinte aforismo de Lao Tsé, o sábio que escreveu o Tao Te Ching: "O orador experiente não diz desatinos".

  O orador experiente é o orador estudado, vivido, maduro, prudente, iluminado, que vê os 360 graus de sua oratória. Ele não pode dizer desatinos devido a responsabilidade, a lealdade que tem com a palavra, com o seu dom, devido a consciência de sua missão.

Carisma, razão superior, bom senso, tino refinado, inteligência grandiosa, oceânica percepção das coisas sãos os atributos de oradores como Jesus, Buda, Zaratustra, Salomão, Confúcio, Sócrates, Lao Tsé, Gandhi, Osho, Krishnamurti, Martin Luther King e tantos outros.

Aos olhos de quem não os compreendem, eles podem até parecer desatinados, loucos, mas isso já não é problema da oratória deles.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A pulsação da advocacia!


Quero felicitar a todos os jovens advogados e advogadas que receberam ontem esse valioso título profissional.
 
 Li por esses dias uma frase de um estudioso dos mitos, Joseph Campbell, que dizia que "o objetivo da vida é fazer com que a nossa pulsação se ajuste à pulsação do universo".
 
Isso também vale para a advocacia, pois quando nos ajustamos à sua pulsação, à sua história, às suas lendas, às suas leis, à sua natureza, podemos encontrar nela uma das formas mais belas de ganhar a vida.

Parabéns e contem comigo:

AFRANIO ALVES JUSTO

ALAN DE O. DANTAS CRUZ

ANICE BATISTA BRITO

BRUNO QUEIROZ DE SOUZA

CIRO JONATAS DE S. OLIVEIRA

CLEVERTON DE SOUZA PEREIRA

DIEGO GOES NUNES

DIONIZIA MARCIA A. DA SILVA

FELIPE ALENCAR DAMASCENO

FRANCIANE N. MONTEIRO

HIGOR RODRIGUES SAITO

JAMISON S. BEZERRA

JOAO PAULO DE A. LIMA

JUSCIANE L. PACIFICO

LARISSA DE M. COELHO

LEXIANE P. R. DA SILVA

LILYANNE DE F. DOS SANTOS

LOURIVAL DA S. NOLASCO

LUIZ RENATO B. FRANCICO

MANOEL M. TEIXEIRA

MARCELO DA S. PEREIRA

MARCOS FERNANDO LACERDA

MARIA DA GLORIA DA S. S. SARAH

MARIA DE FATIMA C. DE A. PASCOAL

MATHEUS PACHECO DA S. CUNHA

MAYARA VIANA CARVALHO

NICK ANDREW P. UGALDE

RAFAEL CARNEIRO R. DENE

RENATO AUGUSTO F. C. FERREIRA

RODRIGO SOUZA AMORIM

SIMAO F. DOS SANTOS

SMAYLE BATRICHE PESSOA

THAMYRES MARIA DE SOUZA

THAYARA H. DE AGUIAR

THAYZ P. DE SALES

THEODOMIRO M. DE MATTOS

UBIRATAN RODRIGUES LOBO

WILLIAN ELEAMEN DA SILVA
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quinta-feira, 21 de junho de 2012

A Oratória Zen

 Certa vez um mestre zen adentrou ao salão de meditação para proferir a centenas de díscipulos sua tão esperada preleção. Quando prestes a iniciar sua mensagem um pássaro do jardim prorrompeu a cantar, em harmoniosa melodia, diante do profundo silêncio e admiração de todos. Quando o pássaro do jardim terminou de cantar o mestre anunciou que o que tinha para dizer já tinha sido dito, e concluiu seu sermão.

Já tinha lido essa história outras vezes, mas por esses dias ela se enraizou nos meus pensamentos. A Existência está constantemente dando seu sermão, e tantas vezes não temos ouvidos espirituais para ouvir, para sentir, para perceber, acostumados que estamos com os emaranhados incessantes das palavras.

Mas no botão da flor que desabrocha,
No sereno caminhar do rio rumo ao mar,
Nos infinitos pingos d´água de uma chuva,
Nas estrelas, no luar,
Nas singelas manifestações da natureza,
Aí está Deus a nos falar.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A espiritualidade nos afazeres do dia a dia

Corto meu cabelo com o Assis tem quase 20 anos, ali perto da Prefeitura. Em sua mesa, sempre livros de Kardec e de Taniguchi: o primeiro, codificador da doutrina espírita; o segundo, fundador da Seicho-No-Ie. E toda vez, enquanto ele corta meu cabelo, ora converso, ora leio esses livros.

Certa vez li que no Japão Antigo - dizia Masaharu Taniguchi - a espiritualidade zen era o componente mais importante de tudo o que se fazia... na culinária, na música, na escrita, nas artes marciais, e por isso se fazia com mais graciosidade e beleza.

 Foi daí que tive a ideia de dar o título para o meu livro de Habeas Spiritus: Meditações de um Advogado em Busca de Autoconhecimento. Pois pensei, e por que não aplicar a sabedoria espiritual na arte de advogar? A foto ao lado é uma montagem feita pelo amigo Sergio Polignano.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Os mensageiros das coisas mais sublimes

Lia Folhas na Relva, do grande poeta americano Walt Whitman - cuja a popularidade cresceu após seus versos serem declamados no filme Sociedade dos Poetas Mortos -, uma frase que certa vez, já faz algum tempo, citei num júri que fazia: "Poetas, oradores e cantores do porvir espero de vós as coisas mais altivas".

E disse aos jurados, introduzindo minha oratória: "E o que fazemos aqui, esses dois oradores, o promotor e o advogado? Falamos das coisas mais altivas em meio as coisas mais horrendas, tristes, dolorosas, sufocantes; falamos da vida, da liberdade, da verdade, do direito, da justiça, da consciência. Vulgaridades, superficialidades não fazem parte das coisas mais altivas que devem fluir da alma de um poeta, de um orador e de um cantor, eles são mensageiros do sublime".

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A interação amorosa da vida

Hoje amanheci mais poético, o motivo não sei, e talvez por isso tenha percebido melhor o sereno esplendor do sol nascente.

E já no meio do caminho, rumo ao trabalho, retornei em casa para pegar um livro que ontem lia, e transcrever uma frase de Kahlil Gibran, que tem o sabor deste instante:

"O prazer da abelha é recolher o néctar da flor, mas é também prazer da flor dar seu néctar à abelha. Pois, para a abelha, a flor é a fonte da vida e, para a flor, a abelha é uma mensageira do amor. Para ambas, dar e receber prazer são necessidades e fontes de êxtase".

Chamo isso - o encontro da abelha com a flor - de interação amorosa da vida.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O orador perfeito

No livro Oratória Sem Segredos, Paulo Lara revela, o que, para Cícero,  grande advogado e tribuno romano, pode ser considerado o orador perfeito:

"Consideremos o orador perfeito aquele que tem a agudeza dos dialéticos, as sentenças dos filósofos, o estilo dos poetas, a memória dos jurisconsultos, a voz dos trágicos e o gesto dos melhores atores".

Destrinchando, assim compreendo, em linhas propedêuticas:

Agudeza dos dialéticos é a capacidade de se mover entre os argumentos contrários, entre os choques de opiniões,  tirando deles a síntese das melhores verdades; Sentenças dos filósofos são os argumentos sólidos, cheios de convicção, afirmatividade, profundidade; Estilo dos poetas é a beleza, a leveza, a graciosidade da mensagem; Memória dos jurisconsultos é a mente viva, capaz de armazenar dados, informações, leituras, experiências; Voz dos trágicos é a voz vibrante, sonora, saudável, límpida, forte, clara; Gestos dos melhores atores é a inteligência gestual, é o talento na comunicação não verbal.

Uma afirmação genial, essa de Cícero, do  que podemos considerar um orador perfeito.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sede de conhecimento

Fui convidado a dar palestra aos alunos do 1º período de Direito da Uninorte, em dia e horário a serem marcados.

"Os alunos estão com sede de aprender", foi o que eu ouvi. Assim é bom, a sede de conhecimento é algo que toda pessoa deveria ter, e é algo que tendo, nunca deveria perder.

 É uma das coisas que eu acho mais bonita em uma pessoa, a sede de conhecimento.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Um livro escrito com o nariz ou da extraordinária força da advocacia

Como o livro Descasos: Uma Advogada às Voltas com o Direito dos Excluídos foi escrito é uma verdadeira façanha da força da advocacia.

A autora, Alexandra Szafir, teve esclerose lateral amiótrica, doença que atingiu sua fala, paralisou suas mãos, seus pés e deixou-a imposssibilitada de escrever, andar, falar.

E o resto ela mesma explica:

 "Estava incomunicável, minhas ideias e pensamentos presos em minha cabeça. Meu nariz me socorreu. Uma fonoaudióloga chamada Helena Panham, especializada em comunicação alternativa, instalou alguns programas no meu computador, que resumidamente, funcionam assim: a webcam focaliza o meu rosto e se fixa no ponto central, que é o meu nariz. Ele passa a comandar o mouse, que se move na tela de acordo com os movimentos do nariz. Escrevo digitando um teclado virtual na tela do computador. Pode-se dizer, portanto, que este livro não foi escrito pelas minhas mãos mas pelo meu nariz".

Alexandra Szafir, você e a sua obra nos deixam  imorreudouras lições  que engrandecem a história da advocacia.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A confiança dos líderes da advocacia brasileira

Roberto Parentoni, um dos importantes nomes da advocacia nacional divulga nota em apoio a nossa candidatura a presidente da OAB/AC. Isso faz parte de  uma demonstração inequívoca da confiança que grande setor dos líderes da advocacia brasileira vêm depositando em nosso ideal de dirigir a Seccional acreana. Muito grato pelo apoio Dr. Parentoni.

NOTA DE APOIO À CANDIDATURA DO
DR. SANDERSON MOURA A PRESIDENTE
DA OAB/AC

O IDECRIM – Instituto Jurídico Roberto Parentoni, por meio de seu presidente, Dr. Roberto Parentoni, vem manifestar seu apoio à candidatura do Dr. Sanderson Moura a Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Acre.
Reconhecemos no Dr. Sanderson um competente profissional, que está preocupado com sua classe, com os problemas que aflige a todos e deseja operar mudanças e realizar ações que promovam melhorias nas condições de trabalho e de vida dos advogados e advogadas acreanos, por meio da OAB/AC.
Desejamos sucesso e prosperidade ao Dr. Sanderson Moura e toda a sua equipe na luta por todos nós, profissionais do Direito, indispensáveis à Justiça e merecedores do respeito e atenção de nossos representantes.
São Paulo, 9 de junho de 2012.
Roberto Parentoni -
Presidente do IDECRIM
Instituto Jurídico Roberto Parentoni

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A dialética da história

Tem sido grande a nossa felicidade de ver o apoio ao nosso projeto para a OAB/AC crescer a cada dia.

Manifestações várias nas redes sociais, em emails, telefonemas, encontros entusiásticos nos fóruns de todas as comarcas, nas audiências, nos escritórios, nas ruas, nos faz sentir que estamos no caminho certo, o que a própria pesquisa do Ipespe revelou.

A dialética da história não pode ser barrada por ninguém, ela é inexorável, chega-se um tempo em que não se consegue impedir as mudanças que a vida impõe, ela renova-se constantemente.

É tempo de Renovação na Ordem!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O combate a perseguição

Perseguir é uma mania dos espíritos nebulosos que fazem uso indevido do poder, que não estão preparados para exercê-lo com consciência; é infantilismo, é imaturidade, pensam que o poder que têm é propriedade deles, mas quando o perdem não passam de pobres coitados, apagados, sem brilho próprio, sem referência pessoal alguma.

Combater esse mal, o da perseguição,  ainda muito forte na tradição coronelista do Acre, ainda muito arraigado nas instituições, nos governos, nas esferas de poder local, é uma das missões sublimes que quero travar frente a OAB/AC, que tem como missão pugnar pela boa aplicação das leis, pelo aperfeiçoamento das instituições e pela dignidade da pessoa humana.

Tenho gravado na memória, como referência de atuação profissional,  a forte frase do advogado americano Clarence Darrow, que foi tão bem biografado no livro Advogado da Defesa, de autoria de Irving Stone: "Vivo a minha vida e luto minhas batalhas não contra os fracos e oprimidos - isto qualquer um pode fazer - mas contra a força, contra a injustiça, contra a opressão, contra a vilania e a infamia dos poderosos."

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Jordão sofre apartheid no Enem

Um luta justa do povo do Jordão. Publico o texto a pedido de um dos líderes do movimento, o estudante Hugo Brito, que assim disse:

"Meu amigo,   venho, junto com as vozes de 300 alunos de Jordão, solicitar amigavelmente do ilustre advogado um espaço em seu blog para uma campanha nossa: O direito de fazer a prova do Enem em nosso município. Não sei se é de vosso conhecimento, mas o Jordão sofre, mais uma vez, descaso político. Estamos fazendo uma luta em prol desse objetivo, vários blogges aderiram nossa campanha se solidarizando com nossa causa. Conhecendo o seu enorme desejo de fazer justiça e o público de seu blog, peço ao amigo, se lhe for conveniente, para postar um texto de minha autoria que conclama nossas indignações e súplica aos governantes por um direito tão fácil de ser realizado. Se for de acordo do amigo, o texto segue logo abaixo... Se o dr. Pudesse nos ajudar contribuindo também com algumas palavras, ficaríamos muito felizes. Mas caso o Dr. Não possa nos ajudar com a postagem do texto, também agradeceremos, afinal compreendemos que és um homem de muitas causas, portanto, muito ocupado. De seu amigo, Hugo Brito."
Segue o artigo.

Jordão sofre apartheid no Enem

Estamos diante de uma nova sociedade. A sociedade do “egocentrismo político”, onde o "eu" tem mais valia que o "nós", que o "outro".

O Brasil hoje é a sexta potência econômica mundial, e é a octogésima oitava potência educacional. Por que será?

Nesta última segunda-feira, dia 28 de maio, tivemos a triste confirmação diante das expectativas de mais de 300 estudantes de Jordão, algo que, já que o humanismo não permite que eu seja hipócrita, imaginávamos: Jordão, mais uma vez, não sediará a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Parece irônico, mas o município que mais necessita de uma conveniência educacional é, possivelmente, um dos que mais sofre descaso.

Senhores governantes, nós, estudantes de Jordão, acima de tudo, brasileiros, não estamos aqui pedindo favores, estamos reivindicando um direito que, enquanto cidadãos da referida nacionalidade, temos assegurado pela constituição que mais contêm artigos defendendo direitos fundamentais: reivindicamos o direito de nos sentimos brasileiros sendo contemplados com a possibilidade de fazer a prova do Enem assim como os milhares de brasileiros, que certamente não precisam sair do aconchego de seus lares para fazê-la.

Se é por mais falta de justificativa eu lhes dou mais uma: Olhem a posição geográfica do Jordão. O município mais próximo é Tarauacá, onde para chegar, nós, estudantes, teríamos que nos sujeitar a uma viagem de barco, enfrentando todas as agruras e os perigos do rio, onde o tempo de viagem seria no mínimo sete dias em estado absurdo de desconforto. Detalhe: isso, para quem tem condições de bancar uma viagem.

Venho aqui, políticos brasileiros, assim como Vossas Excelências vem às nossas portas em períodos eleitorais nos solicitar votos, venho reivindicar o direito de ser cidadão, de ser brasileiro; se, mesmo morando tão isolados, nós somos lembrados a comparecer às urnas, por que não somos agora?

  Por Hugo Brito – Jordão - AC

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Prerrogativas: advocacia mais forte e mais respeitada!


"O líder na pesquisa de intenção de voto para a eleição da OAB/Acre, Sanderson Moura, afirma que o resultado mostra o desejo da advocacia por renovação. Mesmo com quase 90% de aprovação, o atual presidente Florindo Poersch não consegue transferir para seu candidato, Marcus Vinicius Jardim, o apoio recebido. Concorrendo pela oposição, Sanderson tem 18% dos votos, contra 17% de Marcus Vinicius.

O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) a pedido da OAB nacional. A análise ocorreu antes de Sanderson Moura fechar aliança com Silvano Santiago, que recebe 15% dos votos. A se considerar a migração deste apoio para Sanderson, o oposicionista pode somar 33%.

“Esta pesquisa mostra que a advocacia quer renovação. Ela reconhece o trabalho da atual presidência mas quer ver mudança; é o foi bom, mas está bom”, analisa ele. O advogado criminalista, polêmico por defender causas impopulares, como o Crime da Motosserra, afirma que terá como principal bandeira de campanha o fortalecimento das prerrogativas da categoria.

Garantir o livre exercício da advocacia, assegurando que os profissionais tenham acesso aos inquéritos e processos, bem como a ampla atuação da defesa em audiências, está entre os planos da presidência de Sanderson em sendo eleito em novembro próximo".

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tempo de Renovação na Ordem!

Grato a todos os advogados e advogadas do Acre, grato a sociedade acreana, grato aos estudantes de direito, aos meus amigos e familiares que estão fazendo parte da construção desta história.

Expresso aqui minha emoção e a minha profunda gratidão a Deus! Vamos unidos que a vitória será nossa!

Vejam pesquisas referentes as eleições da OAB feita pelo conceituado Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas em http://www.conjur.com.br/2012-mai-28/veja-quem-sao-pre-candidatos-preferidos-seccionais-oab .

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sintonia de ideias no júri popular

Por esses dias fiz um júri na minha terra. Plenário lotado. Lembro-me que também já auxiliei a lotar júri quando estudava na escola Plácido de Castro, que fica de frente ao Fórum; quando tinha júris famosos, as aulas eram até suspensas, e eu, com meus 11 anos de idade, encantava-me ao ver aqueles homens de preto andando de um lado para o outro falando aos jurados.

Neste recente júri conheci o promotor Ildon Maximiamo. Ele não sustentou a acusação de tentativa duplamente qualificada de homicídio, pois entendeu que o réu desistiu voluntariamente de prosseguir com o resultado, e se quisesse matar teria matado a vítima. Sustentei o mesmo que o promotor sustentou, mas senti que podia ir além, para exercer, com efetividade,  um dos princípios do tribunal do júri, que é o da plenitude da defesa. Os jurados entenderam, à unanimidade dos votos apurados, que o réu, que  vinha sendo perseguido, humilhado e desonrado pelo policial, agiu em legítima defesa. Em casos raros de se ver, a multidão que assistia ao julgamento, na saída do réu para casa, já com o alvará de soltura na mão, aplaudiu entusiasticamente o veredictum do júri.

 Cada júri é uma nova aprendizagem, uma nova experiência, ganhando ou perdendo. E para mim, uma das coisas mais impactantes e novas neste julgamento foi conhecer o promotor de justiça Ildon Maximiano. Homem de um discurso independente, de um senso ético consolidado, de um humanismo invulgar. Disse ele em determinado momento de sua oratória: "Decido pela minha consciência, movo-me pelo meu coração, não sou nenhum bárbaro, nenhum inquisidor, nenhum colecionador de ossos. Aqui no júri tudo o que fazemos deve ser justo, deve ser valoroso, deve ser iluminado pela moral".
Senti-me identificado com ele pelas ideias que ele desenvolvia, pela maturidade que demonstrava, pela autoridade que saia de forma legítima de suas palavras.  Ouvi um popular dizer a ele: "Doutor, eu não podia ir embora sem apertar a sua mão". Caro promotor Ildon Maximiamo Peres, que seu caminho continue sendo este, o caminho da consciência, da lucidez mental, da clareza de visão, da percepção luminosa do que é verdadeiro, justo, ético, belo e bom. A sociedade só tem a ganhar, as instituições só têm a ganhar, o cidadão só tem a ganhar, vendo uma autoridade usando com competência e responsabilidade o poder que lhe foi outorgado.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Homenagem de um amigo!

Ao amigo Sanderson Moura!

Sanderson Moura é um amigo conterrâneo de longas datas e por quem sempre tive e tenho profunda admiração. Com memorável vocação para a oratória, Sanderson Moura passou sua juventude em Tarauacá. Ali, na terra do abacaxi, que se ufana de ter sido a terra de José Potiguara, Djalma Batista, Leandro Tocantins, Solon da Cunha, traçou os primeiros ensaios de sua carreira futurística impulsionada pela a habilidade nata de dominar as letras e a fala.
 
No meio acadêmico superior, cursando História na UFAC, demonstrou a valente façanha de articular os diretórios e o DCE, abrindo caminho para o aprimoramento de sua qualidade de orador.
 
 O magistério foi, com efeito, o campo inicial de sua atuação no mundo da oratória.
 
Voltou-se, pois, para a sua formação jurídica. Fundou a Associação dos Advogados Criminalistas do Acre; tornou-se insigne escritor e embebeu-se nas claridades espirituais de Osho. Transformou-se miraculosamente num luculento e loquaz advogado criminalista – cuja pena são os seus dilatados domínios da oratória eloquente na vasta arena da ciência criminal. Seus discursos refletem o inegável esplendor do conteúdo enciclopédico concebido durante sua vida.

 Ainda jovem, decide bater às portas do Tribunal do Júri. E nisso acertou porque o Tribunal do Júri foi o proscênio para as suas lídimas vitórias em defesa da justiça e das prerrogativas do advogado e a estrada larga para a sua projeção em direção à presidência da OAB-AC. Tanto é verdade que vários advogados decidiram apoiar seu nome para concorrer à presidência da Ordem.

 Sanderson ascendeu calmamente, com esforço e perseverança, os sucessivos degraus de sua carreira como advogado criminalista pela incansável busca pela a aplicação justa da justiça, devolvendo a liberdade, a paz e a tranquilidade a muita gente.

 Parabéns Sanderson pelo lançamento do seu novo livro na nossa terra!

 Jamisson Neri

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Oratória é ciência, é técnica, é arte!

Hoje, às 16 horas, na Uninorte, ministrarei palestra aos acadêmicos de Direito, a convite do professor de Penal e Processual Penal, o meu amigo defensor público Gerson Boaventura. 

O Domínio da Oratória Forense para o Sucesso Profissional será o tema a ser desenvolvido.

Oratória é ciência, oratória é técnica, oratória é arte, e o direito precisa dela para fazer valer seu império ante a barbárie, ante a brutalidade, ante o arbítrio, o erro, a ilegalidade, a injustiça, a desordem.

O apoio do povo tarauacaense!

Mais de 300 pessoas, incluindo jovens estudantes, professores, advogados, empresários, políticos, servidores públicos, líderes religiosos,   lotaram o clube da Maçonaria de Tarauacá para prestigiar o lançamento do livro Habeas Spiritus: Meditações de um Advogado em Busca de Autoconhecimento.

Teve até som ao vivo na voz dos amigos Jamis e Rogério.  Obrigado pela presença de todos!  No outro dia, 22, fiz um júri na cidade e mais uma vez a população lotou o plenário do Fórum.

Tarauacá é daqueles lugares que gosta de assistir júri; eu mesmo, ainda quando menino, devido a minha escola ficar de frente ao Fórum, a escola Plácido de Castro, assistir a vários, e reputo a isso, também, vendo aqueles homens desfilando de lá para cá de togas pretas, meu despertar vocacional.

Pelo apoio que o povo tarauacaense me dá, sinto-me no dever de representar bem a minha cidade.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A dimensão épica da advocacia

Descasos: uma advogada às voltas com o direito dos excluídos, é do tipo de livro que gosto de ler. É a vida do direito na prática, é a advocacia em ação. A autora é a advogada criminalista Alexandra Lebelson Szafir.

 Ela narra inúmeros casos em que atuou, ou, na verdade, inúmeros descasos de autoridades com a lei, com o direito, com a justiça, com a dignidade da pessoa humana.

Na medida em que vamos lendo o livro vamos percebendo a dimensão épica e imprescindível da atuação do advogado para minimizar ou extirpar as injustiças. Em grande dimensão tenho aprendido a advogar assim, lendo livros dessa natureza.

  Quem faz o prefácio da obra é o conhecido criminalista Alberto Zacharias Toron. Diz ele: "Após ler o livro, quem não for advogado certamente terá vontade de sê-lo. Quem já exercer a advocacia terá orgulho da profissão pelo exemplo de humanismo que a autora nos dá e pela diferença que um bom profissional pode fazer quando se trata de reparar injustiças ou impedir que elas se perpetuem".

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Seja feliz sendo você mesmo!

À noite, gosto de mergulhar em leituras de natureza espiritual, com preferência pelos livros de Osho, mestre e sábio indiano, homem de palavras iluminadas.

 Lendo uma de suas obras, O Livro do Homem, grifei esta frase:

"Uma rosa não vive tentando ser uma flor de lótus, nem uma flor de lótus vive tentando ser uma rosa, e é por isso que elas não são neuróticas".

Uma maneira singela de dizer: seja feliz sendo você mesmo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Liderança, Oratória e Espiritualidade

Caros tarauacaenses, quero fazer a vocês um convite bem especial.

Dia 21 de maio, próxima segunda-feira, às 19h, aí em Tarauacá, no Clube das Acácias, na Maçonaria, estarei lançando - a exemplo do primeiro - o meu segundo livro: Habeas Spiritus: Meditações de um Advogado em Busca de Autoconhecimento.

Na oportunidade ministrarei palestra em torno do tema Liderança, Oratória e Espiritualidade. Que o Grande Arquiteto do Universo abençõe nossa cidade e todo o seu valoroso povo! Conto com a presença de vocês lá!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Seja bem-vinda, nobre líder!

Seja bem-vinda a esta terra dos acrianos honrada Magistrada Eliana Calmon, nobre líder, Ministra Corregedora do Conselho Nacional de Justiça - CNJ. Estarei prestigiando sua palestra, hoje, lá no auditório da OAB/AC. Com certeza serás aplaudida de pé mercê dos relevantes serviços que vem prestando à ordem jurídica nacional. São de líderes de seu top - que não permitem que o poder seja exercido divorciado da legalidade, do direito, da ética, do respeito, dos limites, - que precisamos para conduzir as instituições brasileiras nesta nova fase da história da consciência jurídica.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O solo fértil de nossos sonhos

"...E as sementes vêm germinando no solo fértil de nossos sonhos".

Dizia o poeta Tagore: "O homem precisa constantemente ir se preparando para assumir maiores responsabilidades".

O lançamento de nossa pré-candidatura à presidência da OAB/AC aconteceu exatamente como planejamos.

É verdade  quando se diz que tudo que existe já existiu antes em sonhos, em ideias, em pensamentos, em imaginação. A velha frase do poeta Fernando Pessoa merece ser citada: "O homem sonha, Deus quer, a obra nasce".

Assim continuamos a sonhar que a vitória virá em benefício da nossa Ordem, em benefício da advocacia, em benefício dos próprios cidadãos acrianos e brasileiros. Minha gratidão a todos!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

É hoje!

É hoje caros advogados, nobres advogadas, acadêmicos de direitos, cidadãos amigos, o lançamento público de nossa pré-candidatura a presidência da Ordem, tendo como vice-presidente o doutor Silvano Santiago, com vinte e seis anos de experiência na advocacia militante. É a união das gerações pelas prerrogativas, pela maior independência da OAB, por mais respeito a advocacia, por mais dignidade profissional. Às 10 horas na sala dos advogados no Fórum Barão do Rio Branco, Centro. Conto com a presença de vocês lá!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Como é sadio se desvencilhar, se destralhar daquilo que não me serve mais. Estou sentindo-me tão bem! Por esses tempos ando fazendo isso, sem esperar necessariamente o final do ano para tanto.

Sapatos, palitós, remédios vencidos, blusas, calções, revistas, cabos, gravatas, cuecas, tudo que se possa imaginar de trecos velhos que não uso e não me servem mais dei um destino: doei para quem precisa ou joguei na lata do lixo - não sem antes agradecer o tempo que me serviram.

Até os brinquedos das crianças - em comum acordo com elas - entraram na faxina. Estou sentindo-me mais leve, mais límpido, mais plumoso, mais fluido como uma cacimba que renova suas águas.
Fazer o mesmo com os pensamentos,  com os sentimentos surrados, negativos, que impedem-me a renovação é algo que me traz também grande leveza. Há uma dialética profunda nisso tudo; se percebermos bem, a limpeza do que estar fora auxilia na limpeza do que estar dentro, e a limpeza do que estar  dentro auxilia na limpeza do que estar fora.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Eu e as minhas circunstâncias

Disse certa vez o filósofo Ortega y Gasset: "Eu sou eu e as minhas circunstâncias". De vez em quando recorro a essa frase no tribunal do júri para explicar as ações humanas, a relação do homem com o seu meio, as influências recíprocas, mútuas entre o mundo exterior com o mundo interior.

Lendo mais um livro de James Allen, Somos o que Pensamos Ser, identifiquei-me com uma nova abordagem dessa relação do eu com as circunstâncias. Diz o pensador que as condições externas de uma pessoa estão em harmonia com seu estado interno, que a alma atrai para si o que secretamente acolhe, deseja, alberga, sendo as circunstâncias um espelho do seu eu, uma criação própria do homem.

É como se a frase de Ortega y Gasset passasse a ser dita de outra maneira: "Eu sou eu, e as minhas circunstâncias, sou eu também, revelado".

O mundo externo das circunstâncias se molda de acordo com o mundo interno da mente, sendo essas circunstâncias a manifestação daquilo que você merece. Assim resume James Allen: "A circunstância não faz o homem, ela o revela para ele mesmo". Segundo ele, os homens anseiam por melhorar as suas circunstâncias, mas relutam em se aprimorar.

O homem é a causa e o criador de suas circunstâncias.  A frase de Ortega y Gasset é verdadeira, embora superficialmente verdadeira; explica muitas coisas, tem um forte impacto argumentativo, é mais fácil de aceitar, porque abre brechas para que o homem jogue a culpa de muitos de seus males em fatores externos a si mesmo, fuja de sua responsabilidade. A visão de James Allen é  mais profundamente verdadeira, torna o homem senhor de si mesmo, mestre de seu destino,  traz maturidade, traz responsabilidade e imenso poder de autoconstrução de sua própria vida.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Eleições Diretas para o Quinto Constitucional

Estive ontem a noite, no auditório da OAB, assistindo a palestra do desembargador Roberto Barros, muito boa por sinal, tratando a respeito da uniformização de jurisprudência no âmbito dos juizados especiais, tema novo e pouco manejado ainda.

O procurador Roberto Barros tornou-se desembargador do TJ/AC pelo Quinto Constitucional  a partir de escolha de um pequeno e restrito da grupo OAB, o Conselho Seccional.

Por ser o desembargador muito jovem esta vaga só estará à disposição da advocacia novamente daqui a 35 anos, quando ele se aposentar, ou seja, meus netos já estarão advogando e os meus bisnetos sonhando em advogar.

Pugnamos na época para que todos os advogados votassem,  por eleições diretas para escolher o desembargador  proveniente de nossa classe. Mas os dirigentes da OAB não aceitaram!

Estão pagando um preço alto por isso, a advocacia se sentiu traída e desprestigiada. Uma coisa é certa, uma das nossas primeiras decisões à frente a OAB será estabelecer eleições diretas para a escolha do Quinto Constitucional. Democracia na Ordem!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Manifestação de sabedoria!

Que época do ano bonita, poética, céu azul,  noite estrelada, fina sinfonia do amanhecer!

Hoje acordei bem cedo e fiquei contemplando a altura das estrelas e senti brotar em mim uma doce mensagem:

Tem coisas na vida que é preciso deixar acontecer, tem outras que é preciso fazer acontecer; e entender e discernir e viver isso é manifestação de sabedoria.

Fluir com o rio, mas quando precisar,  remar também!