No jardim das palavras, a rigor, não gosto muito dos romances, são longos, enfadonhos e de leitura comprida. Só leio os que valem a pena serem lidos.
Há quem goste de José Saramago, bom proveito. Seus parágrafos infindáveis e sem respiração me cansam.
Prefiro o conto, a parábola, a crônica, os aforismas, os provérbios, as histórias curtas da tradição oral. São mais proveitosos.
Comprei um livro ontem sobre as estratégias do advogado nas audiências, e deparei-me com uma sapiente frase latina que diz: Lex non este textum sede contestus - a lei não é o texto, mas o contexto.
A partir deste brocardo, um mundo de argumentos se abre a meu favor, principalmente nas teses que defendo no Tribunal do Júri para justificar a ação de alguém.
Já absolvi um réu no Júri Popular sem precisar recorrer a nenhuma lei escrita; a frase de Ortega y Gasset, filósofo espanhol, me bastou: "Eu sou eu e as minhas circunstâncias".
Daí porque aprecio tanto os textos curtos, as histórias precisas, as verdades reveladas em poucas páginas. Lembro-me de um pensador americano que falou: "não existe nada de tão importante no mundo que não possa ser escrito em uma lauda".
Sanderson,
ResponderExcluirParabéns aquele menino que eu via virou um grande homem em prol da sociedade Acreana.